SÃO PAULO — Flávio Bolsonaro (PL) terminou o primeiro turno das eleições presidenciais à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em um resultado que contrariou projeções estatísticas e foi recebido como uma surpresa no exterior.
O senador obteve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. A votação colocou Flávio em posição de força para a rodada final e foi interpretada internacionalmente como sinal de avanço da direita no Brasil.
As análises também relacionaram o resultado brasileiro a uma onda ultraconservadora observada em países da América Latina. Uma eventual vitória do PL foi associada ao fortalecimento da influência dos Estados Unidos no continente e a uma aproximação com governos da Argentina e da Colômbia em temas como o combate ao narcotráfico.
A continuidade de Lula, por outro lado, foi descrita como uma possível manutenção de maior distância em relação a Washington, com prioridade para as relações comerciais com a China.
Reações internacionais
O presidente da Argentina, Javier Milei, parabenizou Flávio e afirmou que a liberdade avança no Brasil. A líder da oposição venezuelana María Corina Machado elogiou o processo democrático e destacou o peso do país para o futuro da justiça e da prosperidade na região.
Também manifestaram apoio o ex-presidente colombiano Iván Duque e a deputada americana María Elvira Salazar. As mensagens defenderam uma nova direção política para o Brasil.
O avanço da direita foi apontado ainda em outras áreas do poder. Entre os destaques estão a reeleição do governador Tarcísio de Freitas em São Paulo e o crescimento do Partido Liberal nas cadeiras do Congresso Nacional.
As vitórias na disputa presidencial, nos governos estaduais e no Legislativo foram apresentadas como sinais de uma mudança estrutural no perfil do eleitor brasileiro, que estaria cada vez mais conservador.








