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Brasil

Missão pede ao TSE remoção de posts pagos favoráveis a Flávio Bolsonaro

Partido e candidato Renan Santos alegam interferência estrangeira e financiamento irregular de propaganda eleitoral no X.

Missão aciona TSE por posts pagos pró-Flávio e alega interferência estrangeira
Foto: Renato Pizzutto/Band

O partido Missão e seu candidato à Presidência, Renan Santos, pediram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a remoção de publicações pagas no X favoráveis a Flávio Bolsonaro, candidato do PL. A representação afirma que os conteúdos foram publicados por perfis americanos ligados ao presidente Donald Trump.

Protocolado nesta quarta-feira, 23, o pedido também requer o bloqueio, no Brasil, de anúncios da plataforma de apostas Polymarket relacionados à eleição presidencial. O partido e o candidato alegam possível interferência externa e financiamento estrangeiro de propaganda eleitoral.

Segundo a representação, os perfis estrangeiros fizeram publicações pagas, em português e voltadas ao público brasileiro, sobre as eleições. A peça afirma que os conteúdos não seriam apenas manifestações de opinião porque teriam caráter eleitoral e promoveriam apostas sobre o resultado do pleito.

A Missão e Renan Santos dizem que houve uma sequência de publicações com parceria paga sobre Flávio Bolsonaro e sobre estimativas da Polymarket. A representação também afirma que os conteúdos apresentavam o candidato de forma favorável em comparação com os demais concorrentes.

A peça informa que a Polymarket é uma empresa estrangeira que opera um mercado de previsões baseado em criptomoedas e está proibida de ofertar e divulgar serviços no Brasil desde abril de 2024. O documento cita uma circulação crescente de publicações eleitorais relacionadas ao mercado de apostas desde 20 de agosto.

O partido e o candidato pedem que o TSE reconheça a ilegalidade da propaganda eleitoral remunerada por terceiros e aplique multa aos responsáveis pelos perfis. Caso os usuários não possam ser identificados ou responsabilizados, a representação solicita que o X seja responsabilizado.

A alegação é de que o conjunto das publicações pode desequilibrar as eleições por representar interferência de capital estrangeiro em favor de um candidato e, em tese, financiamento clandestino de propaganda eleitoral de Flávio Bolsonaro.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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