SUÉCIA — O bloco de oposição de centro-esquerda liderado pela social-democrata Magdalena Andersson aparecia à frente nas eleições gerais da Suécia neste domingo (13/01), com uma diferença mínima sobre a aliança de direita do primeiro-ministro Ulf Kristersson.
Com mais de 50% das urnas apuradas, os quatro partidos da oposição somavam 49,3% dos votos. A aliança de direita, que inclui os anti-imigração Democratas da Suécia, tinha 49,1%.
Às 23h30 do horário local, as estimativas oficiais indicavam 175 assentos para o bloco de centro-esquerda, um a mais que o bloco de centro-direita, que governa o país. A apuração ainda estava em andamento.
Desempenho da ultradireita
Os Democratas da Suécia obtiveram 17,7% dos votos, abaixo dos 20,5% registrados em 2022. Foi a primeira vez que o partido perdeu eleitores desde que entrou no Parlamento, em 2010.
A legenda foi fundada na década de 1980 por integrantes que haviam atuado em grupos de extrema direita, incluindo neonazistas. Sob a liderança de Jimmie Åkesson, que está à frente do partido desde 2005, a sigla moderou a retórica e expulsou integrantes abertamente racistas.
Kristersson governa desde 2022 à frente de uma coalizão de centro-direita formada por três partidos. Para alcançar a maioria parlamentar, contou com o apoio externo dos Democratas da Suécia. Em caso de reeleição da coalizão, o primeiro-ministro havia prometido ao partido cargos no gabinete.
Campanha social-democrata
As pesquisas apontavam vantagem confortável da oposição de esquerda, mas a diferença diminuiu até um empate técnico nos últimos dias. A campanha se concentrou na saúde e no apoio a famílias afetadas pelo aumento dos custos.
Andersson, que chefiou o governo entre 2021 e 2022, prometeu elevar impostos sobre bancos e rendas altas, reduzir filas no sistema de saúde e melhorar o desempenho escolar. “Tivemos quatro anos de aumento do desemprego, com um salário que rende cada vez menos”, afirmou em um debate na TV.
Após votar, ela disse: “Essa é uma eleição muito importante para a Suécia”. Benny Andersson, do ABBA, se apresentou na sede do Partido Social-Democrata em Estocolmo e adaptou a letra de “Mamma Mia” para “Mag-da-le-na!”.








