ESTOCOLMO — O primeiro-ministro da Suécia, Ulf Kristersson, renunciou ao cargo nesta quinta-feira (17/9), após a derrota de sua coalizão de centro-direita para a oposição de centro-esquerda nas eleições gerais.
Os quatro partidos oposicionistas elegeram 176 dos 349 parlamentares, conforme a Autoridade Eleitoral Sueca. O resultado representa uma vantagem de três cadeiras sobre a metade do parlamento.
A eleição segue o sistema proporcional, no qual cada cadeira depende de uma quantidade específica de votos populares. A oposição obteve 50.359 votos a mais em um universo de mais de 8 milhões de pessoas aptas a votar, diferença que garantiu a vantagem parlamentar.
Kristersson publicou no X a íntegra da carta de renúncia. No documento, afirmou que o resultado pode dificultar a formação do próximo governo, devido às posições assumidas pelos partidos antes da eleição.
O ex-primeiro-ministro também disse que será necessária uma abertura entre os partidos do parlamento “para que um primeiro-ministro possa ser tolerado — e para que um novo governo possa obter apoio para o seu orçamento de Estado”.
A condução dos próximos passos para formar o novo governo ficará sob responsabilidade do presidente do parlamento sueco, segundo Kristersson.








