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Brasil

PF não identifica destino de R$ 6,2 milhões recebidos por entidade ligada a filme

A Academia Nacional de Cultura recebeu R$ 6.175.273,64 de empresas ligadas à produtora de “Dark Horse”, segundo a investigação.

Dark Horse: Investigação não encontra destino de R$ 6 milhões recebidos por entidade ligada à produtora do filme

A Polícia Federal ainda não identificou o destino de R$ 6.175.273,64 recebidos pela Academia Nacional de Cultura (ANC), entidade presidida por Karina Ferreira Gama, que também é dona da produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme “Dark Horse”, dedicado a Jair Bolsonaro (PL).

Os valores foram transferidos à ANC entre julho de 2024 e dezembro de 2025 por quatro empresas. No mesmo período, essas empresas haviam recebido recursos do Instituto Conhecer Brasil (ICB), também ligado a Karina Gama. As movimentações foram registradas em Relatórios de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Diferença nas movimentações

O relatório financeiro atribuído à ANC registra movimentação de R$ 1,1 milhão entre maio de 2025 e maio de 2026. Desse total, R$ 565 mil correspondem a créditos e R$ 525 mil, a débitos. Para a PF, a diferença em relação aos valores informados por terceiros levanta a hipótese de que a associação tenha outras contas bancárias não comunicadas ao Coaf.

“Chama a atenção o fato de ser essa a única comunicação de titularidade da ANC”, afirma a investigação, que também aponta a possibilidade de existência de outra conta da entidade.

Na decisão que autorizou a operação realizada na quinta-feira (10), o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), destacou a inconsistência entre os valores informados por empresas e os dados formais da associação. A ANC é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos.

A PF apura se recursos públicos foram desviados para financiar “Dark Horse”. A investigação envolve R$ 1 milhão em emendas do deputado Mario Frias (PL-SP) destinados ao ICB e R$ 108 milhões recebidos pelo instituto em contrato com a Prefeitura de São Paulo para a instalação de pontos de wi-fi. A suspeita é que parte do dinheiro tenha circulado por empresas e entidades ligadas a Karina Gama, incluindo a ANC e a Go Up Entertainment.

A Polícia Civil de São Paulo também investiga o caso e apura se o ICB usou faturas e notas fiscais frias para justificar despesas pagas com recursos municipais.

A defesa de Karina Gama afirma que ela coopera com as investigações. Os advogados disseram que a empresária entregou mais de 20 mil laudas de documentos e negaram que ela tenha cometido ilícito. No domingo (13), a defesa considerou positiva a retirada do sigilo da investigação conduzida pela Polícia Civil de São Paulo.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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