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Policiais militares viram réus por morte de médica durante perseguição no Rio

A Justiça aceitou a denúncia contra dois PMs acusados de matar Andréa Marins Dias, baleada durante uma perseguição em Cascadura.

Policiais militares viram réus por morte de médica durante perseguição no Rio

O subtenente José Jorge Ferreira Dias e o 2º sargento Raphael Gomes Damasceno viraram réus pela acusação de homicídio qualificado da médica Andréa Marins Dias, 61. Ela foi baleada durante uma perseguição policial em Cascadura, na zona norte do Rio de Janeiro, em março.

A denúncia foi recebida na quarta-feira (9) pela 2ª Vara Criminal da Capital do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Os agentes afirmam à Justiça que agiram em legítima defesa putativa, situação em que há erro na avaliação de um risco iminente. A defesa dos policiais não foi identificada na sexta-feira (11).

Os dois já estavam afastados das ruas por decisão administrativa e agora também estão proibidos judicialmente de se aproximar a menos de 300 metros dos familiares da vítima.

Acusação e versões divergentes

Segundo o Gaesp, os policiais procuravam veículos suspeitos de ligação com roubos quando passaram a seguir um Corolla Cross prata. Depois de perderem o veículo de vista, eles encontraram um Corolla Cross branco conduzido por Andréa e atiraram sem confirmar se era o carro perseguido.

Para a Promotoria, os agentes assumiram o risco de matar uma pessoa sem relação com a investigação, o que caracteriza dolo eventual. A acusação usa imagens de câmeras de segurança e laudos periciais. Os tiros atingiram a traseira do carro, impedindo, conforme a denúncia, qualquer reação da médica.

Andréa morreu por volta das 20h de 15 de março, na rua Palatinado, pouco depois de sair da casa dos pais. Imagens feitas após a ação mostram os policiais abordando o veículo e encontrando a médica morta no banco do motorista.

O primeiro registro da ocorrência, baseado no relato dos PMs, apresenta outra versão. Segundo esse documento, eles faziam patrulhamento de rotina quando um pedestre informou que um Corolla Cross havia sido usado em um roubo. Os agentes disseram ter visto dois carros e uma motocicleta após percorrer três ruas e afirmaram que tiros foram disparados contra a viatura antes do revide.

Ainda nesse relato, o motorista do Corolla Cross teria fugido em alta velocidade por cinco ruas. A Promotoria contestou pontos centrais dessa narrativa, incluindo a existência de disparos contra a viatura.

A Polícia Militar informou inicialmente que os policiais usavam câmeras corporais e que os equipamentos e as armas estavam disponíveis para a investigação da Polícia Civil. Depois, a corporação disse que as câmeras dos dois agentes estavam descarregadas e não registraram a ocorrência.

Andréa era cirurgiã oncológica especializada em endometriose e tinha quase 30 anos de atuação na saúde da mulher. Em vídeo gravado em 2024, afirmou: “Eu tenho 27 anos cuidando de mulher.”

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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