SÃO PAULO — O candidato à Presidência da República Renan Santos, do Missão, divulgou em 7.set.2026 um manifesto que defende a saída dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli do Supremo Tribunal Federal (STF), além de Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal (PF) e de Paulo Gonet do comando da Procuradoria-Geral da República (PGR).
O documento foi apresentado durante um ato no Parque Ibirapuera, em São Paulo. Renan também convocou os demais candidatos à Presidência a assinarem o manifesto e afirmou que pretende transformar as críticas em mobilização política.
Propostas para as instituições
Entre as medidas defendidas, o manifesto pede a “imediata saída” de Toffoli e Moraes do STF. Também propõe a continuidade das investigações sobre o Banco Master e a abertura da chamada “caixa-preta” da instituição.
O texto afirma que as apurações devem alcançar “todos os líderes políticos, empresariais e do meio jurídico brasileiro” envolvidos no caso. O manifesto defende ainda que as investigações continuem sob condução do ministro André Mendonça, do STF.
Entre as pessoas e locais mencionados estão Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, Viviane de Moraes, o escritório de advocacia ligado a ela e o Resort Tayayá. O documento também cita pessoas relacionadas ao financiamento de Vorcaro ao “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Críticas políticas
O manifesto afirma que o Brasil vive um período de “torpor” e teria perdido a capacidade de reagir a problemas políticos, econômicos e de segurança. O texto rejeita a ideia de que o país esteja dividido entre dois polos políticos e sustenta que direita e esquerda seriam influenciadas pelos mesmos interesses.
O documento critica o STF e classifica a Corte como uma “peça central” desse arranjo. Também menciona acordos políticos, dinheiro, banqueiros, escritórios de advocacia e estatais.
Na conclusão, o manifesto convoca uma mobilização nacional e propõe o rompimento com o que chama de “ciclo das nossas elites podres e moribundas”. O texto afirma que ainda seria possível pôr fim ao caos e apresenta a iniciativa como um meio de ação para canalizar a raiva e a indignação diante da situação política do país.








