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Economia

Relatórios apontam possível interferência em favor do Banco Master

Pedidos atribuídos a Daniel Vorcaro podem ter adiado medidas de fiscalização e ampliado o rombo do Banco Master, segundo relatórios da PF.

Relatórios apontam possível interferência em favor do Banco Master

Relatórios da Polícia Federal apontam que pedidos de ajuda atribuídos ao banqueiro Daniel Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes, entre 2024 e 2025, podem ter adiado medidas de fiscalização contra o Banco Master. Nesse período, a instituição teria continuado a operar e acumulado dívidas com impacto no sistema bancário nacional.

A possível proximidade entre Moraes e Vorcaro teria se intensificado a partir de dezembro de 2023, após a aproximação facilitada por um ex-ministro. As investigações também mencionam encontros pessoais e contratos milionários firmados entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes, ligado à esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes, para serviços jurídicos e de consultoria estratégica.

Metadados indicam que Moraes abriu e editou arquivos relacionados aos contratos. A defesa do escritório afirma que o segundo contrato com Vorcaro não foi assinado e nega irregularidades.

Impacto financeiro

A liquidação do Banco Master e de outras empresas ligadas a Vorcaro teria provocado um impacto de R$ 57,4 bilhões nas reservas do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O fundo funciona como uma proteção para investidores em caso de quebra de uma instituição financeira, dentro de um limite definido.

Para cobrir o prejuízo, os demais bancos do país anteciparam cinco anos de contribuições. Governos estaduais e municipais também perderam bilhões investidos em fundos de previdência, com possível pressão futura sobre os orçamentos destinados ao pagamento de aposentadorias.

Mensagens interceptadas indicam que Vorcaro pediu a Moraes que intercedesse junto à cúpula da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República. O objetivo seria impedir investigações, buscas e quebras de sigilo que poderiam levar o banco à falência. Pouco antes de ser preso, o banqueiro perguntou ao ministro se deveria deixar o país para evitar ordens judiciais iminentes.

O Supremo Tribunal Federal deve decidir nos próximos dias se abrirá investigação contra Moraes. O ministro André Mendonça retirou o sigilo de relatórios da PF sobre as interações. Moraes acusou Mendonça de abuso de autoridade, e o plenário avaliará se os indícios justificam a abertura de inquérito.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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