BANGALORE — A AMD ultrapassou pela primeira vez a marca de US$ 1 trilhão (R$ 5,11 trilhões) em valor de mercado nesta segunda-feira (22). A fabricante de chips passou a integrar o grupo de empresas do setor que atingiram esse patamar, em meio ao interesse dos investidores pela expansão da computação de inteligência artificial.
As ações da companhia sediada em Santa Clara, na Califórnia (EUA), avançaram quase 10% no fechamento de ontem, para US$ 615,52 (R$ 3.144,69), a maior cotação da história da empresa.
A AMD é apontada como a principal concorrente da Nvidia no mercado de unidades de processamento gráfico para inteligência artificial. A Nvidia tem o maior valor de mercado entre as empresas listadas nas bolsas de Nova York.
Disputa no setor de chips
A alta atingiu outras empresas do segmento. As ações da Intel subiram mais de 12%, enquanto as da Qualcomm avançaram 9,3%. O índice SOX, que reúne empresas do setor de chips, ganhou 4,3% e alcançou o maior nível em mais de um mês.
A AMD ampliou seus lançamentos voltados à inteligência artificial e passou a oferecer sistemas completos, com processadores, equipamentos de rede e outros componentes de hardware. A estratégia busca disputar espaço com a Nvidia além da venda de chips individuais.
A demanda por unidades centrais de processamento usadas com processadores gráficos em servidores de inferência também contribuiu para o ganho de participação da AMD sobre a Intel. No mês passado, a companhia projetou receita trimestral acima das estimativas de Wall Street, mas abaixo das expectativas elevadas de parte dos investidores.
Em 2026, as ações da AMD acumulam alta de 187%, contra avanço de 16,7% do índice Nasdaq Composto. A empresa passou a figurar entre os papéis de melhor desempenho do S&P 500. Nas negociações mais recentes, era avaliada em cerca de 41 vezes o lucro projetado para os próximos 12 meses, ante média de 44 vezes nos últimos dez anos e 16,3 vezes no caso da Nvidia.








