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Tecnologia

Ações da AMD atingem recorde e levam empresa a US$ 1 trilhão

Fabricante de chips alcançou a marca após alta de 9,6% nos papéis, impulsionada pela expectativa sobre inteligência artificial.

Ações da AMD atingem recorde e levam empresa a US$ 1 trilhão
Foto: REUTERS/Steve Marcus

As ações da Advanced Micro Devices (AMD) atingiram US$ 613,50 (R$ 3.153,39) nesta segunda-feira (21), o maior valor já registrado pelos papéis da fabricante de chips. A alta de 9,6% durante a manhã levou o valor de mercado da empresa acima de US$ 1 trilhão (R$ 5,14 trilhões) pela primeira vez.

A AMD passou a ser a quarta fabricante americana de chips a alcançar esse patamar, depois de Nvidia, Broadcom e Micron. O movimento foi impulsionado pela expectativa de investidores sobre o avanço da companhia no mercado de computação voltada à inteligência artificial.

Disputa no mercado de inteligência artificial

Sediada em Santa Clara, na Califórnia, a AMD é a principal concorrente da Nvidia no segmento de unidades de processamento gráfico (GPUs), usadas para executar tarefas de inteligência artificial. A empresa também ampliou a oferta de produtos e passou a vender sistemas completos, com processadores, equipamentos de rede e outros componentes.

A fabricante ainda se beneficia da procura por unidades centrais de processamento (CPUs), utilizadas junto com GPUs em servidores que executam modelos de inteligência artificial. Esse movimento ajudou a AMD a ganhar participação de mercado da Intel.

Desde o início de setembro, as ações da empresa acumulam alta de mais de 26%. A valorização ganhou força depois que a AMD divulgou uma previsão de receita trimestral acima das estimativas de Wall Street, mas inferior às expectativas mais elevadas dos investidores.

O avanço ocorreu em meio à valorização de outras empresas do setor. As ações da Intel subiram cerca de 11% nesta segunda-feira, enquanto os papéis da Qualcomm avançaram 4,1%. O índice de empresas de semicondutores nos Estados Unidos aumentou 2,6% e atingiu o maior nível em um mês.

Parceria para supercomputadores

Em outubro do ano passado, o governo dos Estados Unidos anunciou uma parceria de US$ 1 bilhão (US$ 5,4 bilhões) com a AMD para desenvolver supercomputadores destinados à pesquisa científica. Os equipamentos serão usados em estudos sobre energia nuclear, tratamentos de câncer e segurança nacional.

O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, afirmou que os sistemas devem apoiar pesquisas em energia nuclear e de fusão, tecnologias de defesa e desenvolvimento de medicamentos. A presidente-executiva da AMD, Lisa Su, também foi citada no comunicado sobre a parceria.

A fusão nuclear é estudada por cientistas e empresas que tentam reproduzir na Terra o processo que ocorre no Sol. Wright disse: "Fizemos grandes progressos, mas os plasmas são instáveis e precisamos recriar o centro do Sol na Terra". Segundo ele, a inteligência artificial dos supercomputadores pode acelerar pesquisas e levar a avanços práticos na geração de energia por fusão nos próximos dois ou três anos.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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