SÃO PAULO — O Brasil pode ampliar mercados e reduzir a dependência de parceiros comerciais diante da reorganização da economia global, afirmou Thiago Aragão, CEO da Arko International, durante o Congresso Aço Brasil 2026, em São Paulo.
A avaliação foi apresentada nesta 3ª feira (29.set.2026). Para Aragão, a deterioração das relações entre os Estados Unidos e a União Europeia levou países europeus a procurar novas parcerias. Esse movimento, segundo ele, pode abrir espaço para o avanço do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia.
O executivo disse que a concentração das exportações brasileiras na China aumenta os riscos para as empresas e defendeu a procura por novos destinos. “Não é saudável para empresas brasileiras que dependem exclusivamente da exportação para China viver num ambiente onde a tomada de decisão feita em Pequim tem um preço e um impacto muito maior do que aquela que é tomada em Brasília”, afirmou.
A diversificação, na avaliação de Aragão, também diminuiria a exposição às decisões de governos como o do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, do Partido Republicano, além de reduzir os efeitos das dificuldades do mercado doméstico.
Indústria e comércio
Aragão apontou a indústria do aço como uma possível base para uma nova estratégia de industrialização brasileira. Ele disse que o desempenho do agronegócio não deve limitar a expansão de outros setores e defendeu uma política comercial orientada pelo pragmatismo.
“O sucesso não pode ser terminativo nele mesmo. O sucesso tem que ser uma ponte para abrir oportunidade de novos sucessos”, declarou.
O Congresso Aço Brasil 2026 é realizado no Transamérica Expo Center, em São Paulo. Em sua 36ª edição, o evento reúne, nos 2 dias de programação, representantes da indústria do aço, especialistas e lideranças do cenário econômico e empresarial. A programação inclui debates sobre as perspectivas do setor e sua importância para o desenvolvimento do Brasil.








