Um ataque com mísseis e drones dos rebeldes houthis atingiu o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad, no último sábado (10). Pelo menos 12 pessoas morreram e 309 ficaram feridas. As explosões interromperam as operações do principal centro de conexões aéreas da Arábia Saudita e elevaram o preço do petróleo Brent em mais de 5%.
As explosões ocorreram por volta das 15h, no terminal principal. Centenas de passageiros foram evacuados em meio ao pânico. Entre os mortos estavam sauditas, um americano e cidadãos de países vizinhos. Lufthansa e Air India suspenderam voos para a Arábia Saudita após o ataque.
O episódio também aumentou as dúvidas sobre a capacidade de defesa do reino e sobre o plano de modernização econômica Vision 2030. Analistas apontam que o rompimento da aliança militar com os Emirados Árabes Unidos, depois de um incidente envolvendo caças sauditas, criou um vácuo de poder no Iêmen.
Pressão externa e escalada
A desarticulação do comando das forças aliadas teria enfraquecido o combate aos houthis. A Arábia Saudita também não teria se preparado para enfrentar o armamento avançado do grupo, que demonstrou capacidade de atingir centros urbanos e infraestruturas vitais.
O governo dos Estados Unidos manteve distância do conflito durante a presidência de Donald Trump. O príncipe Mohammed bin Salman tentou, por duas vezes, convencê-lo a autorizar ataques preventivos contra os houthis, mas Trump recusou a intervenção direta. Washington negociou secretamente com os rebeldes em Omã para proteger seus próprios navios no Mar Vermelho.
A tensão aumentou após as hostilidades entre Estados Unidos, Israel e Irã, que culminaram na morte do líder iraniano Aiatolá Ali Khamenei. O Irã desafiou o bloqueio aéreo saudita para transportar delegados houthis, e Riad retaliou contra o aeroporto de Sanaa, no Iêmen.
Os rebeldes declararam o fim da trégua e intensificaram ataques contra oleodutos e instalações petrolíferas. A Arábia Saudita busca novas coalizões de defesa com Turquia e Paquistão.








