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Economia

Caso Master amplia pressão sobre FGC e levanta suspeitas envolvendo Moraes

A liquidação do conglomerado gerou impacto de R$ 57,4 bilhões no FGC e expôs pedidos de Daniel Vorcaro a Alexandre de Moraes.

Caso Master amplia pressão sobre FGC e levanta suspeitas envolvendo Moraes

A liquidação do Banco Master e de outras instituições ligadas ao conglomerado provocou impacto de cerca de R$ 57,4 bilhões nas reservas do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Mensagens analisadas pela Polícia Federal indicam que Daniel Vorcaro pediu ajuda a Alexandre de Moraes, entre outubro e novembro de 2025, para tentar conter medidas que antecederam sua prisão e a liquidação do banco.

O Master representava 0,57% dos ativos e 0,55% das captações do Sistema Financeiro Nacional. A liquidação do banco, do Master de Investimento e do Letsbank consumiu R$ 40,6 bilhões das reservas do FGC. Com os casos posteriores da Will Financeira e do Banco Pleno, o impacto chegou a cerca de R$ 57,4 bilhões.

Os ativos do conglomerado passaram de R$ 3,7 bilhões em 2019 para R$ 86,4 bilhões em novembro de 2025. Ao fim de 2025, o patrimônio líquido do FGC era de R$ 123,2 bilhões. Para recompor a liquidez, os bancos associados anteciparam cinco anos de contribuições, somando R$ 32,5 bilhões.

Exposição de investidores e governos

A garantia do FGC cobria até R$ 250 mil por investidor. Valores acima desse limite ficaram sujeitos à recuperação e à venda dos ativos restantes durante os processos de liquidação conduzidos pelo Banco Central.

O Ministério da Previdência identificou cerca de R$ 1,86 bilhão aplicado por 18 regimes próprios de previdência em títulos e fundos ligados ao Master. A exposição do Rioprevidência ao grupo, incluindo investimentos indiretos, chegou a R$ 3,69 bilhões. O conjunto de perdas potenciais dos regimes estaduais e municipais alcançou R$ 4,49 bilhões.

O Banco Central também identificou inconsistências em carteiras do Master adquiridas pelo Banco de Brasília (BRB), no valor de R$ 30,4 bilhões. O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, informou que a instituição constituiu R$ 8,8 bilhões em provisões e pediu R$ 6,6 bilhões em apoio financeiro ao FGC. A carteira remanescente relacionada ao Master era de R$ 21,9 bilhões.

Relação entre Vorcaro e Moraes

A investigação da PF aponta que Vorcaro e Moraes tiveram pelo menos oito encontros entre 2024 e 2025. O contato do ministro teria sido compartilhado com o banqueiro por Fábio Faria em dezembro de 2023. Em janeiro de 2024, Vorcaro assinou contrato de R$ 131,2 milhões com o escritório de Viviane Barci de Moraes.

Em maio de 2025, uma minuta previa que parte dos honorários fosse paga com participações em um jato Legacy 650 e em um helicóptero EC 155, avaliadas em R$ 40 milhões, além de R$ 10 milhões para despesas de voo. O escritório afirmou que o contrato não foi assinado. Moraes e Viviane, porém, usaram o jato pelo menos uma vez.

Nas mensagens, Vorcaro pediu que Moraes tentasse evitar medidas da PF, da Procuradoria-Geral da República e do Banco Central. Em 16 de novembro de 2025, escreveu que, se Andrei Rodrigues conseguisse adiar as ações para a semana seguinte, o banco não quebraria. Vorcaro foi preso na segunda-feira seguinte, 17, quando tentava embarcar para Dubai.

O relatório da PF não recuperou as respostas de Moraes, que teriam sido enviadas por imagens de visualização única. A Procuradoria-Geral da República pediu a anulação do documento. Moraes solicitou que o presidente do STF, Edson Fachin, investigasse André Mendonça. Uma sessão plenária foi convocada para a terça-feira, 15, para decidir sobre uma possível investigação contra Moraes.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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