Uma petição que pede investigação sobre Alexandre de Moraes e seu afastamento cautelar durante a apuração reunia quase 9 mil assinaturas por volta das 13h desta terça-feira (15). O documento é dirigido ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, aos demais ministros da Corte e à Procuradoria-Geral da República (PGR).
O abaixo-assinado afirma que há indícios envolvendo Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Entre as solicitações está a abertura de uma investigação independente e a adoção de medidas cautelares, incluindo prisão preventiva caso os requisitos legais estejam presentes.
Mensagens entre Moraes e Vorcaro
A iniciativa está relacionada à quebra de sigilo de 52 mensagens atribuídas ao ministro e ao empresário. Em relatório da Polícia Federal (PF) produzido no âmbito da Operação Compliance Zero, Vorcaro teria pedido que “Andrei e Paulo” fossem acionados para impedir medidas de subordinados que prejudicassem interesses do banco.
Os nomes são associados, no documento da PF, a Andrei Rodrigues, diretor-geral da corporação, e Paulo Gonet, procurador-geral da República. A petição também menciona informações sobre contatos frequentes, reuniões reservadas, contratos com o escritório da esposa de Moraes e benefícios concedidos ao banqueiro.
Em uma das mensagens citadas, Vorcaro escreveu: “Estamos juntos sempre. Voce [sic] sabe que tenho gratidao [sic] da minha vida a você.”
O texto da petição sustenta que os dados reunidos justificam a investigação e o afastamento cautelar do ministro até o esclarecimento dos fatos. Também afirma que a permanência de Moraes no STF poderia afetar a confiança pública e pede transparência, imparcialidade e igualdade perante a lei.
Autoria e tramitação
A petição informa que foi iniciada pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) em 1º de setembro. Até esta terça-feira (15), porém, o parlamentar ainda não teria divulgado o documento em suas redes sociais.
O STF discute o caso nesta terça-feira (15) e deve decidir o futuro do magistrado. A petição é destinada também aos demais ministros da Corte e à PGR.









