Cerca de R$ 159 milhões ainda estavam pendentes de transferência na devolução de saldos deixados em plataformas de apostas on-line encerradas por determinação do governo federal. O prazo para bancos e instituições financeiras concluir os repasses termina nesta quarta-feira (14).
A restituição começou na sexta-feira (09) e deve alcançar aproximadamente 26,5 milhões de apostadores. Ao todo, cerca de R$ 1,325 bilhão foi separado para devolução. Mais de R$ 1 bilhão já havia sido transferido, conforme os dados mais recentes divulgados pelo governo.
Onde o dinheiro pode aparecer
Os apostadores devem verificar o extrato da conta bancária usada para fazer depósitos nas plataformas. Pela regra estabelecida na MP, a prioridade é transferir o saldo para essa conta, desde que ela esteja ativa e pertença ao apostador. Outra conta do mesmo CPF também pode ser utilizada.
O dinheiro pode ser creditado diretamente pelo banco, sem necessidade de novo acesso à plataforma de apostas. Os valores correspondem aos saldos disponíveis no momento do encerramento das operações.
O que acontece em caso de impedimento
Se houver algum problema operacional que impeça o repasse, os recursos deverão ser enviados para uma conta específica da Caixa Econômica Federal. A instituição passará a intermediar a restituição aos titulares.
O portal Brasil sem Bets informa que quem não identificar o crédito até o fim do prazo deve procurar a Caixa a partir desta quarta-feira. O Ministério da Fazenda orienta os apostadores a acompanhar os canais oficiais para saber como proceder.
O primeiro prazo, para solicitação direta do saque nas plataformas, terminou às 23h59 de 5 de outubro. Depois disso, as empresas tiveram de informar às instituições financeiras os saldos remanescentes, vinculados ao CPF dos clientes, e os dados das contas usadas nos depósitos.
Contas e cuidados contra golpes
A quantidade de contas envolvidas é maior que a estimativa de apostadores porque muitas pessoas mantinham cadastro em mais de uma plataforma. Do total calculado, 86,2 milhões de contas tinham entre R$ 0,01 e R$ 0,99, somando aproximadamente R$ 15,5 milhões.
Cerca de 40 CPFs também estão sob análise por causa dos valores mantidos nas plataformas, com possibilidade de investigação sobre a origem dos recursos e eventuais irregularidades.
Nenhuma taxa deve ser paga para liberar a restituição. Os apostadores não devem fornecer senhas, códigos bancários ou dados de acesso a pessoas que entrem em contato em nome de bancos, do governo ou das plataformas. A recomendação é usar apenas canais oficiais e consultar diretamente o extrato bancário.







