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Economia

Eleição acirrada leva investidores a diversificar carteira e buscar proteção

Analistas recomendam renda fixa e ações de setores mais defensivos diante da volatilidade associada à disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro.

Eleição acirrada leva investidores a diversificar carteira e buscar proteção
Foto: Reuters

A perspectiva de uma disputa presidencial mais equilibrada entre Lula e Flávio Bolsonaro tem levado investidores a buscar proteção e diversificar a carteira. Analistas recomendam títulos públicos e CDBs na renda fixa, além de ações de serviços públicos e empresas de commodities na renda variável.

Para João Ferreira, sócio da One Investimentos, o ajuste depende do nível de concentração do portfólio. Investidores com carteiras diversificadas podem fazer mudanças táticas, enquanto aqueles expostos a uma única estratégia deveriam ampliar a distribuição entre classes de ativos.

Na renda fixa, a preferência recai sobre investimentos atrelados à Selic ou ao CDI. Ferreira afirma que esses ativos sofrem menos com as oscilações provocadas pelas expectativas para os juros futuros. Entre as opções de renda variável, ele cita empresas de saneamento, energia e construção voltada à baixa renda.

O BTG informou, com base em conversas com gestores, que o mercado se prepara para uma eleição competitiva e para manter níveis de risco relativamente controlados. As ações da Petrobras são tratadas como ativos de consenso, independentemente do resultado eleitoral. Em um cenário considerado positivo para o desfecho das urnas, o banco também cita B3, XP, BTG Pactual, Rede D’Or, Cyrela e Motiva.

O Citibank projetou carteiras distintas para possíveis governos de Lula e Flávio Bolsonaro. Para Lula, destacou Cury Construtora, Embraer, WEG e BTG Pactual. Para Flávio, mencionou Cyrela, Assaí, Hapvida, Petrobras, Vale e B3.

O desempenho recente do mercado também mudou. Em agosto, a Bolsa caiu 0,32% e o dólar subiu 2,21%. Em setembro, o Ibovespa avançou 6,4% e o dólar recuou 0,25%. Até o dia 22, o saldo de investidores estrangeiros na Bolsa estava positivo em R$ 9,6 bilhões no mês, após saída de R$ 18,1 bilhões em agosto. No ano, o saldo acumulava R$ 32,6 bilhões.

No Datafolha de 21 de agosto, Lula tinha 39% das intenções de voto, contra 33% de Flávio Bolsonaro. No levantamento de 24 de setembro, os percentuais eram 40% e 36%, respectivamente, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

A XP avalia que a maior dispersão dos ativos costuma ocorrer após a eleição, quando ficam claras a equipe econômica, as políticas e os primeiros sinais sobre os gastos públicos.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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