Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (17) sanções contra oito empresas estatais de Cuba e três oficiais militares. As medidas atingem o setor de níquel e instituições vinculadas à pesquisa e ao desenvolvimento de sistemas militares.
Marco Rubio, secretário de Estado americano, afirmou que quatro das empresas sancionadas operam com níquel. As outras quatro estão ligadas às Forças Armadas cubanas e atuam em áreas como sistemas de armas, capacidades navais e simulação de campos de batalha.
Os militares incluídos na medida são Joaquín Francisco Cancio Monteagudo, responsável pelo Centro de Investigação e Desenvolvimento de Simuladores (SIMPRO); Dioglis Pedrera Argüello, que dirige o Centro de Investigação e Desenvolvimento Naval (CIDNAV); e Julio Hurtado Betancourt, à frente do Centro de Investigação e Desenvolvimento de Armamento de Infantaria (CIDAI).
Justificativa e efeitos
Rubio disse que as companhias de níquel exploram reservas minerais cubanas em benefício do governo da ilha. Washington também acusa a estrutura militar de concentrar recursos enquanto a população enfrenta falta de alimentos, energia e outros itens básicos.
“Por décadas, o regime cubano canalizou os recursos da ilha para as mãos de uma pequena e corrupta elite militar”, afirmou o secretário em comunicado do Departamento de Estado. Ele acrescentou que o governo de Donald Trump não permitirá que integrantes dessa elite “enriqueçam por meio da extração de recursos”.
As sanções foram aplicadas com base em um decreto que permite punir pessoas e empresas ligadas aos setores de energia, defesa, mineração, serviços financeiros e segurança de Cuba. O texto também prevê medidas contra responsáveis por repressão, corrupção ou apoio ao governo cubano.
Bens e interesses patrimoniais dos alvos que estejam nos Estados Unidos ou sob controle de pessoas americanas podem ser bloqueados. Transações envolvendo os sancionados também ficam restritas na jurisdição americana.
A iniciativa amplia ações econômicas adotadas pelo governo Trump neste ano. Em janeiro, a Casa Branca classificou as ações do governo cubano como ameaça à segurança nacional e à política externa dos Estados Unidos, alegação rejeitada por Havana.
O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, atribui às sanções americanas o agravamento da crise econômica e da escassez na ilha. Ele já afirmou que as restrições de Washington estariam “causando mortes” no país. O governo cubano também nega representar ameaça aos Estados Unidos.








