São Paulo, Domingo, 20 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,16 · Euro R$ 5,91 · Ibovespa 185.229 +0,00% São Paulo 18°C 18° / 24°
Economia

Indústrias reduzem intenção de buscar bancos e preveem perda de margem

Apenas 32% das empresas projetam aumento da dívida bancária em agosto, enquanto 57% esperam queda da margem líquida.

Indústrias reduzem intenção de buscar bancos e preveem perda de margem

A parcela de indústrias que prevê aumento da dívida bancária caiu para 32% em agosto, ante 45% em junho e 39% em julho. A redução foi de 13 pontos percentuais em 2 meses, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A entidade divulgou nesta 3ª feira (15.set.2026) a Consulta Empresarial de agosto, realizada com 179 empresas de 28 setores produtivos, distribuídas em 21 Estados. As respostas foram coletadas de 18 a 28 de agosto de 2026.

Crédito mais caro

Mesmo com a menor intenção de recorrer aos bancos, as empresas relatam maior necessidade de financiamento no fluxo de caixa. Nas contas a pagar, 56% projetam aumento ou forte aumento da demanda por recursos, enquanto 8% esperam redução.

Nos estoques, 50% estimam alta na necessidade de financiamento, 39% calculam estabilidade e 11% preveem redução. Já nas contas a receber, 49% esperam precisar de mais capital entre a entrega dos produtos e o recebimento.

A elevação da necessidade de recursos ocorre junto com a expectativa de juros maiores. Em estoques, 49% das empresas projetam taxas mais altas; entre as 63 indústrias que precisarão de mais financiamento nessa frente, 62%, ou 39 empresas, esperam alta simultânea nos custos.

Nas contas a receber, 46% preveem juros maiores no desconto de recebíveis. Entre as 60 empresas com maior necessidade de capital de giro nessa etapa, 60%, ou 36 empresas, calculam taxas mais caras. Nas contas a pagar, 42% esperam juros maiores junto a fornecedores; entre as 70 empresas que precisarão de mais prazo, 60%, ou 42 empresas, têm a mesma expectativa.

Pressão sobre os resultados

A CNI atribui a menor procura por crédito bancário tradicional à rejeição ao custo dessas operações. Com demanda interna fraca e concorrência de produtos importados, a intenção de reajustar preços caiu de 51% em junho para 35% em agosto. A maioria, 53%, pretende manter os valores inalterados.

Nesse cenário, 57% das empresas estimam queda na margem líquida nos próximos 3 meses. Do total, 14% projetam forte queda, 25% esperam manutenção e 19% preveem ganho.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5