A energia elétrica residencial subiu 7,98% em setembro, enquanto tomate, batata-inglesa e cebola tiveram altas expressivas. Os aumentos ajudaram a levar o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) a uma alta de 0,82% no mês, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (9).
O grupo Habitação avançou 2,31% e respondeu por 0,35 ponto percentual do resultado geral. A conta de luz foi influenciada pelo fim do desconto do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas de agosto, e pela manutenção da bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
As tarifas de energia também aumentaram em Belém (6,63%), São Luís (5,42%) e Vitória (6,89%). Em sentido oposto, houve redução em Rio Branco, de 5,20%, e em Fortaleza, de 6,65%. O gás encanado teve alta de 0,05%, após reajustes em Curitiba e no Rio de Janeiro. A taxa de água e esgoto subiu 0,13%, com influência do aumento de 6,94% em Vitória.
Alimentos e transportes
Após três meses seguidos de queda, o grupo Alimentação e bebidas aumentou 0,83% em setembro. Os preços dos alimentos consumidos em casa avançaram 0,96%, com altas do tomate (37,76%), da batata-inglesa (24,07%), da cebola (10,14%), do arroz (4,56%) e das carnes (0,63%).
Também houve recuos: o frango inteiro caiu 1,96%, o frango em pedaços, 1,41%, e as frutas, 1,12%. A alimentação fora de casa passou de 0,36% em agosto para 0,48% em setembro; a refeição subiu 0,49%.
Transportes registrou alta de 0,89%, pressionado pelas passagens aéreas, que ficaram 9,66% mais caras. Os combustíveis aumentaram 1,41% em média: etanol (3,16%), diesel (1,69%), gasolina (1,21%) e gás veicular (0,10%).
O IPCA acumulou alta de 3,95% em 2026 e de 4,58% nos últimos 12 meses. Todos os grupos de produtos e serviços pesquisados subiram no mês. Vitória teve a maior inflação mensal, de 1,08%, e Rio Branco, a menor, de 0,53%.








