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Economia

Cinco presidenciáveis apoiam reforma tributária no calendário previsto

Levantamento aponta apoio à implementação em janeiro, mas candidatos defendem ajustes no sistema ao longo dos próximos anos.

Cinco presidenciáveis apoiam reforma tributária no calendário previsto
Foto: Folhapress

Cinco candidatos à Presidência defendem a implementação da reforma tributária a partir de janeiro, ainda que proponham ajustes nos anos seguintes. Apenas um presidenciável considera adiar a substituição dos tributos federais prevista para o início de 2027, medida que exigiria mudança na Constituição.

O levantamento da Roit, empresa de tecnologia tributária, analisou programas de governo e discursos dos candidatos. Entre os postulantes aos governos estaduais, 30 se manifestaram sobre o tema. Desses, 21 apoiam a implementação, com ou sem alterações. O grupo inclui os dois primeiros colocados na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes (SP).

A reforma será conduzida pelos eleitos em 2026 durante os quatro anos seguintes. A mudança nos tributos federais começa em 1º de janeiro. Para estados e municípios, a transição começa de fato em 2029, enquanto o comitê que reúne representantes dessas administrações já trabalha na criação do novo sistema.

Posições dos candidatos

Lula (PT) defende a reforma aprovada durante seu mandato. Entre os benefícios citados por ele estão a devolução de tributos para famílias do Cadastro Único de programas sociais e a desoneração da cesta básica no novo sistema.

Renan Santos (Missão), Augusto Cury (Avante), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) apoiam ajustes sem mudança no calendário. Renan Santos e Augusto Cury defendem reduzir a carga sobre o consumo. Zema propõe um sistema “sem exceções ou regimes especiais”. Caiado, que atuou contra a aprovação da proposta, defende mudanças profundas, mas não sugere alterar o cronograma.

Flávio Bolsonaro (PL) é apontado como o candidato que faz a crítica estrutural mais abrangente. Suas propostas oscilaram entre “suspender por um ano” e fazer “nova reforma”, em junho/2026, e “corrigir distorções” e “abreviar a transição”, em agosto/2026. O plano de governo também prevê cortar exceções setoriais.

Lucas Ribeiro, CEO da Roit, afirmou que um adiamento colocaria em risco a arrecadação e a credibilidade após os investimentos realizados. Para ele, propor uma mudança constitucional neste momento seria “uma insanidade”.

Uma carta em defesa da implementação foi enviada aos presidenciáveis por 98 empresários, tributaristas, advogados, economistas e políticos. O documento afirma que interromper o processo criaria problemas para empresas, União, estados e municípios.

Ao todo, 80 candidatos ao Executivo foram monitorados. Quase metade, 39, ainda não havia tratado da reforma quando o levantamento foi realizado, no início de setembro.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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