RIO DE JANEIRO — Uma homenagem a Milton Nascimento e a Cabo Verde encerrou a apresentação de Criolo no Rock in Rio. A mensagem apareceu nas projeções do telão durante “Anoitecer”, música escolhida para fechar o show no palco Sunset.
O rapper dividiu a apresentação com o pianista Amaro Freitas e o artista luso-cabo-verdiano Dino d’Santiago. A formação musical combinou rap, samba, MPB, frevo e referências africanas, com trompete, outros instrumentos de sopro, contrabaixo, bateria e piano.
A apresentação também incluiu “Não Existe Amor em SP”, canção associada à trajetória de Criolo. O público ergueu os braços e cantou junto. Em outro momento, “Oceano”, de Djavan, foi acompanhada pelo coro da plateia.
Repertório e ritmos
O funaná, ritmo típico de Cabo Verde, apareceu no repertório com atabaques e outros instrumentos que deram uma característica mais dançante à apresentação. “Você Não Me Quis”, “My Lover” e “Ela É Foda” estiveram entre as primeiras músicas do show.
A sequência também teve “Pérola Negra”, que levou a um momento mais contemplativo, e “Subiudoistiozin”, responsável por animar o público. Criolo incluiu ainda “Amazônia”, mantendo no espetáculo elementos ligados às críticas sociais presentes em sua produção.
Durante uma pausa entre as músicas, Dino d’Santiago desenhou expressões de rostos em uma lousa branca. O artista definiu a apresentação como um projeto esperado: “Já corremos alguns palcos, mas este foi sonhado. E disseram-nos que era foda”.
Criolo já havia participado do festival em 2019, durante o show de Liniker, e em 2022, com uma apresentação própria no palco Sunset. O artista iniciou a carreira no rap e também transita por samba-rock e afrobeat.
Amaro Freitas é descrito como um pianista pernambucano que combina jazz, frevo e maracatu. Dino d’Santiago mistura R&B, soul, música africana e funaná em seu trabalho.








