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Fita preservada por décadas resgata álbum de Paulo André Barata

“Na Correnteza” reúne 10 composições inéditas e chega às plataformas digitais e ao CD após recuperação de uma fita cassete.

Fita preservada por décadas resgata álbum de Paulo André Barata
Foto: Arquivo de família

Uma fita cassete guardada por quase 40 anos permitiu o lançamento de “Na Correnteza”, álbum com músicas inéditas de Paulo André Barata. O disco já está disponível nas plataformas digitais e em CD pelo selo Na Music.

O material foi gravado em 1987 e preservado por Edgar Proença, jornalista paraense e amigo pessoal do compositor. A única cópia conhecida ficou sob a guarda dele, depois que a fita master, originalmente em rolo, se extraviou.

A produção do álbum foi feita na época por Tito Barata, jornalista e irmão de Paulo André. O projeto não chegou ao público por falta de investimento das gravadoras. Tito soube da existência da cópia ao conversar com Edgar no ano passado.

“Na Correnteza” reúne 10 composições de Paulo André com outros artistas. A maior parte foi escrita em parceria com Ruy Barata, pai do compositor. O repertório também inclui músicas feitas com Paes Loureiro, Alfredo Oliveira e Edyr Proença, além da primeira versão de “Porto Caribe”, conhecida por muitos como “Eu sou de um país que se chama Pará”.

Recuperação do material

A última faixa, “Izabela”, nasceu de uma parceria entre Edyr Proença e Paulo André Barata e foi dedicada à sobrinha de Edyr, Isabela. Edgar contou que os dois compuseram e gravaram a música juntos durante encontros em Mosqueiro.

Antes do lançamento, a gravação passou por limpeza e digitalização em Belém. A remasterização foi realizada por Artur Luna, no Rio de Janeiro. No Pará, o tratamento ficou sob responsabilidade do artista Léo Bitar e do produtor musical Ziza Padilha.

Ao testar a fita em diferentes gravadores, Léo Bitar identificou a qualidade do registro. “A qualidade sonora é incrível, um disco que realmente é uma pérola na obra do Paulo André”, afirmou.

Ziza Padilha disse que o trabalho buscou preservar a forma como o projeto foi concebido na década de 1980. O espetáculo de apresentação será realizado às 20h30, no Teatro Margarida Schivasappa, com 20 intérpretes se revezando no palco.

Trajetória

Paulo André Barata foi cantor, compositor, músico e poeta. Nascido em Belém, construiu uma obra ligada à identidade cultural amazônica, com referências aos rios, às paisagens e às manifestações culturais da região.

As canções “Pauapixuna”, “Foi Assim” e “Este Rio é Minha Rua” ficaram conhecidas nas interpretações de Fafá de Belém. Em 2025, a obra do artista foi reconhecida como patrimônio cultural e artístico de natureza imaterial do Estado do Pará pela Lei nº 11.098, aprovada por unanimidade na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa).

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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