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Rússia propõe elevar impostos para financiar orçamento militar de 2027

Projeto prevê novas cobranças sobre investimentos, empresas e compras internacionais, além de déficit de 2,2% do PIB no próximo ano.

Rússia propõe elevar impostos para financiar orçamento militar de 2027

O governo da Rússia aprovou nesta quinta-feira (24) um projeto de orçamento para 2027 com aumento de impostos para financiar gastos de defesa e segurança. A proposta foi elaborada pelo Ministério das Finanças e ainda será analisada pela Duma, a Câmara dos Deputados do país.

A pasta classificou o financiamento das áreas de defesa e segurança como uma “prioridade estratégica” para os próximos três anos. Os recursos deverão ser usados na compra de armas e equipamentos, na modernização de empresas do setor de defesa e no pagamento de integrantes das Forças Armadas.

Entre as mudanças está a inclusão de dividendos, juros de depósitos bancários, operações com títulos, outros investimentos e determinadas vendas de imóveis na tabela progressiva do imposto de renda. As alíquotas previstas variam de 13% a 22%, contra a faixa atual de 13% a 15% para grande parte desses rendimentos. O governo estima que aproximadamente 4 milhões de pessoas sejam afetadas.

Empresas e comércio eletrônico

O projeto prevê imposto de 30% sobre parte dos ganhos adicionais de empresas de mineração, metais e fertilizantes beneficiadas pela alta dos preços internacionais. Para produtores de ouro, a taxa proposta é de 20%.

As compras feitas por russos em lojas estrangeiras também deverão ter cobrança de imposto sobre valor agregado de 22%. Além disso, encomendas de até 200 euros terão uma tarifa alfandegária fixa de 100 rublos (R$ 6), conforme a proposta.

O Ministério das Finanças prevê receitas de 43,3 trilhões de rublos (R$ 2,66 trilhões) e despesas de 48,8 trilhões de rublos (R$ 3 trilhões) em 2027. A diferença resultaria em um déficit equivalente a 2,2% do PIB.

Para 2026, a estimativa oficial é de déficit próximo de 3% do PIB, acima dos 1,6% projetados inicialmente. O ministro das Finanças, Anton Siluanov, relacionou parte da pressão ao aumento das despesas militares, incluindo reforços na defesa aérea e gastos ligados à guerra.

A produção industrial deve recuar 0,2% em 2026, após uma previsão anterior de crescimento de 0,6%. Os investimentos têm estimativa de queda de 5,4% neste ano, ante projeção anterior de retração de 1,5%. A previsão de inflação para 2026 subiu de 5,2% para 6,8%.

No começo deste mês, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que uma elevação de tributos não estava sendo considerada e afirmou que a estabilidade macroeconômica russa estava “completamente assegurada”.

O projeto será enviado à Duma. O partido Rússia Unida conquistou 355 das 450 cadeiras nas eleições parlamentares realizadas neste mês, mantendo maioria suficiente para aprovar sozinho as propostas do Kremlin.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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