A atriz Hoyeon afirmou que a divisão do público em torno de “Hope” é consequência da liberdade mantida pelo diretor e roteirista Na Hong-jin. O filme, uma ficção científica com orçamento estimado em US$ 46 milhões, estreou nesta quinta-feira (8) nos cinemas brasileiros.
Na trama, Hoyeon interpreta uma policial que persegue uma criatura misteriosa responsável por deixar um rastro de destruição e morte em um pequeno vilarejo de pescadores. O papel marca seu primeiro trabalho mais relevante desde a participação na primeira temporada de “Round 6”.
Para a atriz, o cineasta preservou sua identidade mesmo diante das pressões práticas associadas a uma produção de grande orçamento. “Quebrar expectativas é fascinante”, disse Hoyeon, de 32 anos.
Uma escolha diferente de “O lamento”
Hoyeon comparou “Hope” ao trabalho anterior de Na Hong-jin, “O lamento”, lançado em 2016. O filme é considerado por muitos um dos melhores terrores do século e tem aprovação de 99% dos críticos do Rotten Tomatoes.
Segundo a atriz, “O lamento” desenvolve uma história simples de maneira complexa, enquanto “Hope” faz o caminho oposto. Ela afirmou que quem esperava um novo filme no estilo do longa anterior não imaginaria uma comédia.
A mudança de tom, na avaliação de Hoyeon, foi intencional. O filme alterna situações em que a plateia imagina o que acontecerá com desvios e piadas. A atriz também disse que poucos diretores conseguiriam realizar uma produção tão incomum.
Admiração pelo diretor
Hoyeon, que trabalha com um cineasta de 52 anos, descreveu como especial a maneira como ele observa o mundo. Na avaliação dela, Na Hong-jin identifica rapidamente as intenções das pessoas, as situações e as consequências de cada acontecimento.
A atriz contou que conversou com o diretor sobre o passado de Sung-ae antes da primeira aparição da personagem. Depois de uma transmissão no rádio, a policial teria reunido as armas disponíveis no depósito da delegacia e saído para ajudar os moradores do vilarejo.
Os machucados na caracterização também indicariam que Sung-ae já havia enfrentado dificuldades antes de ser apresentada ao público. Hoyeon disse que atuou considerando que aquela não era a primeira vez da personagem diante da situação.
Para ela, embora “Hope” seja uma produção de ação e entretenimento, a história também aborda uma ameaça que pode ser compreendida de forma universal. Hoyeon citou “Parasita” (2019) e “Amor possível” como exemplos de filmes que partem de situações específicas, mas podem tratar de experiências compartilhadas por pessoas de diferentes lugares.








