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Irvine Welsh diz que desemprego e vícios mantêm ‘Trainspotting’ atual

Autor britânico retoma personagens do romance de 1993 em “Homens Apaixonados”, lançado no Brasil pela editora Rocco.

Irvine Welsh diz que desemprego e vícios mantêm ‘Trainspotting’ atual
Foto: Desiree Adams/Divlugação Rocco

Irvine Welsh afirma que o desemprego e o vício, problemas enfrentados pelos jovens há três décadas, ajudam a manter atual o universo de “Trainspotting”. O autor britânico retoma os personagens do romance em “Homens Apaixonados”, publicado no Brasil pela editora Rocco.

“Trainspotting” foi o primeiro livro de Welsh, lançado em 1993 e adaptado para o cinema por Danny Boyle três anos depois. A história acompanha Spud, Sick Boy, Begbie e Renton, amigos da classe trabalhadora que vivem em meados dos anos 1980 sem emprego, perspectivas ou interesse pelo modelo de vida associado às conquistas de seus pais.

Para Welsh, a precarização do trabalho e o consumo de drogas continuam presentes. “Agora somos todos membros do precariado”, afirmou. O autor também diz que o vício se espalhou para diferentes áreas da vida, com o celular funcionando como porta de entrada para apostas, sexo, drogas, comida e até exercícios físicos usados de maneira compulsiva.

Ele critica ainda o impacto dos algoritmos e da internet na cultura e demonstra preocupação com o uso da inteligência artificial. Na avaliação de Welsh, delegar o pensamento a uma máquina pode levar as pessoas a se tornarem menos capazes de pensar por conta própria.

Novos caminhos para os personagens

“Homens Apaixonados” se passa na virada dos anos 1980 para os anos 1990, depois dos acontecimentos finais de “Trainspotting”. Renton foge para a Holanda após aplicar um golpe nos amigos e passa a viver em Amsterdã, onde trabalha com festas e se envolve com Monique.

Sick Boy se apaixona por Amanda, filha de uma família rica, enquanto Spud tenta superar a pobreza e os problemas com drogas ao lado de Alison. Begbie, ainda violento, divide a atenção entre a paternidade e a busca por Renton, motivada por vingança.

Welsh escreveu cinco derivados do romance de estreia. A nova obra acompanha os personagens diante do amor e da entrada na vida adulta. Para o escritor, é nessa fase que as pessoas começam a pensar mais seriamente em relacionamentos e na própria mortalidade.

O universo de “Trainspotting” também ganhou a continuação cinematográfica “T2 Trainspotting”, de 2017, e foi transformado em musical. A produção encerrou uma primeira temporada no West End, no Reino Unido, e deve seguir para a Alemanha.

Apesar da visão crítica sobre o presente, Welsh afirma observar um movimento de retorno ao analógico, com pessoas se reunindo para ouvir poesia e música e buscando reduzir a dependência do ambiente digital. Para ele, o tédio e a frustração da juventude podem estimular mudanças.

O escritor também relaciona arte, amor e juventude à possibilidade de transformação. Segundo Welsh, a vontade de se expressar e de se conectar com outras pessoas pode recuperar a sensação de que o futuro ainda pode melhorar.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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