RIO DE JANEIRO — O k-pop ocupou o Rock in Rio nesta sexta-feira (11) com público majoritariamente jovem, muitos pais acompanhando crianças e adolescentes, e uma mobilização concentrada no palco Mundo. O Stray Kids foi a principal atração e reuniu a maior multidão do dia, embora ainda houvesse ingressos à venda durante os shows.
Desde o começo da tarde, fãs chegaram ao Parque Olímpico com camisetas do grupo, leques e lightsticks, os bastões iluminados característicos do k-pop. A área próxima à grade ficou apertada durante a apresentação do Stray Kids. Algumas pessoas passaram mal com o calor, em um dia abafado, com pouca chuva e termômetros perto dos 30 graus. O Rock in Rio pediu que o público recuasse para que o show continuasse sem problemas.
A programação criou uma espécie de festival dentro do festival. Entre as apresentações de k-pop, muitos fãs permaneceram sentados em cangas ou apoiados em estruturas metálicas, guardando lugar no palco Mundo. Nos outros palcos, o público era mais adulto e circulava por atrações como Os Garotin com Duquesa, Jamiroquai e NandaTsunami.
O Nexz abriu o palco Mundo e levou uma multidão a pular e aplaudir. O grupo tem seis japoneses e um sul-coreano e apresentou um show coreográfico, com bastante playback. Hwasa, integrante do Mamamoo, fez sua apresentação solo com uma banda, faixas de apoio gravadas, guitarras roqueiras, batidas eletrônicas e elementos do hyperpop.
Stray Kids
O show do Stray Kids combinou hip-hop, pop e rock, com mudanças de ritmo dentro das músicas, coreografias alinhadas, vozes melódicas e trechos distorcidos. Os integrantes também brincaram de tocar samba e conversaram com a plateia. Como nas outras apresentações de k-pop da sexta-feira, houve um tradutor no palco.
A presença do gênero no festival ocorre após o crescimento da indústria musical sul-coreana no Brasil. Em 2019, o BTS fez dois shows no Nubank Parque. No ano passado, o Stray Kids realizou dois shows no estádio do Morumbi e outro no Nilton Santos, no Rio.
A noite também marcou a tentativa do Rock in Rio de se renovar. Dos cinco dias do festival até agora, em três os ingressos não haviam esgotado até a entrada das atrações no palco. O k-pop mostrou capacidade de reunir multidões, mas teve pouca conexão com os demais ambientes do evento. Para o público jovem, a experiência também representou o primeiro contato com a dinâmica de um festival de música.







