Lola Young encerrou sua estreia no Brasil com um discurso sobre guerras e inteligência artificial, antes de cantar “Not like that anymore”. Chorosa e molhada pela chuva, a cantora afirmou: “Agora vou tocar logo uma mais feliz.” A apresentação ocorreu sob uma garoa fina e insistente, depois das 19h deste domingo (13), no Palco Mundo, para um público pequeno.
O show durou 55 minutos e teve momentos de intensidade em “SAD SOB STORY! :)” e “Spiders”. Apesar disso, apenas “Messy” levou os fãs a cantar e vibrar, enquanto parte do público molhava os celulares para gravar a apresentação. O clima e a apatia da plateia reduziram o impacto do espetáculo.
Young enfrentou problemas técnicos no início. Depois, disse: “Ouvi tantas coisas boas desse país e todas eram verdades. Ouvi dizer que vocês são a melhor plateia do mundo”. A cantora inglesa foi acompanhada por uma banda de cinco integrantes, com arranjos próximos do gospel e do soul e um vocal rasgado.
A performance combinou elementos teatrais com a exposição direta presente nas entrevistas e nas letras da artista. Um cinegrafista circulou pelo palco e produziu ângulos pouco comuns, em uma dinâmica que acompanhou o jeito desajeitado de Young.
Pausa e ascensão
A inglesa de 25 anos tinha sido anunciada no line-up do Lollapalooza Brasil 2026, mas cancelou a participação após decidir fazer uma pausa na carreira. O hiato veio depois de um desmaio no palco do festival All Things Go, em Nova York, em 2025. Ela revelou que enfrentava vício em cocaína e diagnóstico de transtorno esquizoafetivo, além de uma agenda cansativa de compromissos.
Depois de cinco anos cantando em pubs e pequenas casas de show em Londres, Young ganhou projeção em 2024 com a ajuda de um hit do TikTok. “Messy” liderou a parada de singles do Reino Unido por quatro semanas e transformou a cantora em uma diva pop alternativa da geração Z.








