A experiência acumulada no Cine ajudou a formar a linguagem de produção eletrônica que Pedro Dash, Dan Valbusa e Marcelinho Ferraz usam no Los Brasileiros. O trio concorre ao Grammy Latino pelos álbuns “EQUILIBRIVM”, de Anitta, e “Marinada - Vol I”, de Marina Sena.
Pedro e Dan integravam o Cine como tecladista e guitarrista, enquanto Marcelinho produzia os primeiros trabalhos da banda de rock emo. O grupo lançou “Flashback” em 2009, com as músicas “Garota Radical” e “Usurpadora”, e apresentou uma sonoridade marcada por sintetizadores e autotune.
Em “Boombox Arcade”, de 2011, a banda manteve essa direção, com uma presença ainda maior desses elementos. Apesar das críticas ao estilo e à aparência dos integrantes, Pedro afirma que os discos exigiram dedicação técnica na produção e na mixagem.
“Nos considerávamos uma banda pop com muita influência de rock”, disse o produtor. Ele também definiu o Cine como a principal escola do trio, por reunir sonoridade, timbres, arranjos, sintetizadores, samples e instrumentos orgânicos, como violão, baixo, guitarra e percussão.
Do Cine à produção internacional
Após o fim do Cine, em 2016, Pedro Dash e Marcelinho Ferraz passaram a trabalhar em produções de outros artistas. O rapper Projota foi o primeiro trabalho formalizado da dupla, enquanto Dan Valbusa participava de forma pontual.
A consolidação do trio ocorreu em 2017, quando os três foram convidados para um camp nos Estados Unidos. Eles viajaram sem saber quais artistas participariam e descobriram no local que trabalhariam com Shakira e Rihanna.
O nome Los Brasileiros surgiu durante o encontro, depois que uma representante da Universal identificou o grupo dessa forma. Entre os participantes estava o colombiano Feid, cantor, produtor e compositor de reggaeton.
O contato com Feid levou o trio a enviar beats para projetos do artista. O material chegou a Karol G, que gravou uma demo para “MERCURIO”. A faixa entrou no álbum “MAÑANA SERÁ BONITO” e rendeu ao Los Brasileiros e à cantora uma vitória no Grammy Latino em 2024.








