PARIS — O padel ganhou popularidade na França e já reúne mais de 850 mil praticantes, entre anônimos, atletas e celebridades, segundo a Federação Francesa de Tênis. A modalidade também passou a ocupar as quadras de Roland Garros, que recebem o Paris Major desde 2022.
O torneio internacional atraiu mais de 81 mil espectadores em setembro. A presença da competição em um dos principais espaços do tênis indica o crescimento do padel no país e no cenário internacional.
Modalidade acessível e social
Praticado em duplas, o padel é descrito por atletas amadores como divertido, lúdico, convivial e desafiador. O agente imobiliário Philippe, de 27 anos, começou no esporte há seis anos, depois de praticar tênis, e abriu um clube dedicado à modalidade.
“Eu jogo há seis anos. Comecei a praticar porque é divertido”, afirmou Philippe.
A escrivã e atleta amadora Aurélie, de 42 anos, joga há dois anos. Ela conheceu o esporte por influência do marido e passou a praticá-lo depois que novas quadras foram abertas no clube que frequentava. Para ela, a acessibilidade e o convívio entre os jogadores ajudam a formar uma comunidade em torno da modalidade.
Entre os praticantes conhecidos estão Zinedine Zidane, além dos jogadores do PSG Ferran Torres e Fabián Ruiz. O presidente do clube, Nasser Al-Khelaïfi, também esteve em Roland Garros durante o Paris Major. Ferran Torres disse que pratica padel quando tem tempo livre.
Regras e expansão
As quadras de Roland Garros foram adaptadas para o torneio com paredes de vidro nos fundos e grades nas laterais. A estrutura forma um espaço fechado, no qual a bola pode tocar as paredes. Elas têm 4 metros de altura, e os jogos são disputados sempre em duplas.
A pontuação segue a sequência 15/30/40 e Game. Para vencer um set, é necessário conquistar seis games; ganha a partida a dupla que alcançar dois sets primeiro.
Criado no México no fim da década de 1960, o padel também tem forte presença espanhola. Martina Calvo, de 18 anos, e Claudia Fernández foram vice-campeãs do Paris Major. A final foi vencida pelas espanholas Ari Sanchez e Andrea Ustero.
Calvo atribui o desempenho da Espanha ao trabalho de base, com competições para jovens atletas desde as categorias iniciais. Na avaliação dela, esse sistema permite que os jogadores evoluam e estabeleçam novos objetivos.
A França criou um centro de treinamento para atletas de elite em 2025 e anunciou investimento de € 85 milhões no padel. A medida busca fortalecer o país no nível profissional diante do avanço da modalidade na França e na Europa.







