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Prada usa 63 saias para explorar limites e contradições na passarela

Coleções de Prada, Dolce & Gabbana, Armani, Fendi e Gucci revisitam códigos próprios em meio à busca por autenticidade na moda italiana.

Prada usa 63 saias para explorar limites e contradições na passarela
Foto: Stefano Rellandini/AFP

A coleção da Prada foi construída sobre 63 saias, apresentadas em versões plissadas, lápis e assimétricas. A peça abriu o calendário de moda italiano no último dia 22 e serviu como ponto de partida para Miuccia Prada e Raf Simons combinarem materiais, formas e referências da trajetória da grife.

Para Prada, a saia funciona como uma estrutura simples, mas capaz de estimular novas soluções. "A saia é um objeto contemporâneo porque é flexível, adaptável. Ela convida à contradição", disse a estilista. Velcro, bordados de cristal e tecido de crinolina apareceram em combinações fora de seus usos convencionais.

Simons afirmou que a coleção nasceu de um processo de questionamento e revisão de materiais e formatos. A proposta retoma códigos associados à marca desde o primeiro prêt-à-porter para o inverno de 1988, com elementos ligados ao cinema neorrealista italiano e aos uniformes escolares.

Códigos preservados

A coleção “Stravaganza Siciliana”, de Dolce & Gabbana, reuniu referências tradicionais da marca, como estampa de leopardo, renda e alfaiataria. Lingeries sob paletós curtos, transparências e minissaias foram usadas em uma tensão entre o sagrado, o profano e o decoro. Domenico Dolce e Stefano Gabbana começaram a trabalhar juntos em 1984.

Na Emporio Armani, Silvana Armani e Leo dell’Orco assinaram a última coleção antes da chegada de Dario Vitale, que assume a direção criativa na temporada de inverno de 2026. O desgaste do tempo guiou materiais, superfícies e cores, com efeitos de sal, tingimentos irregulares, seersucker amassado e veludo tratado a laser.

Na marca homônima de Giorgio Armani, Silvana preservou elementos ligados ao estilista, como alfaiataria masculina, ombros marcados e referências aos anos 80. Um dos looks reproduziu o visual usado por Armani aos oito anos, em sua primeira comunhão, em 1942. A coleção também incluiu algodão, material que, segundo Silvana, o estilista não apreciava.

Referências dos anos 1970

Na Fendi, Maria Grazia Chiuri buscou nos anos 1970 uma resposta à pressão sentida pela juventude diante do julgamento alheio. A coleção trouxe lingeries aparentes, decotes profundos, transparências, robes e peles recicladas como estolas, com referências a Adriano Celentano e Raffaella Carrà.

A apresentação ocorreu diante de um vidro espelhado inspirado em “Cubo di Specchi (Mirror Cube)”, de Luciano Fabro. A obra foi usada como elemento que levava o público a se confrontar com a própria imagem.

Na Gucci, Demna Gvasalia apresentou a “Store Show”, descrita por ele como sua primeira coleção com uma visão pessoal completa para a marca. A proposta questionou a ideia de luxo contemporâneo, mas foi marcada por roupas com aparência barata, poliéster e ostentação. A grife enfrenta dificuldades de estabilização desde a saída de Alessandro Michele da direção.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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