O Rock in Rio estreia no k-pop nesta sexta (11), com três atrações sul-coreanas no Palco Mundo: Nexz, Hwasa e Stray Kids, que será o grupo headliner do dia. A programação marca uma tentativa do festival de alcançar novas gerações e acompanhar estilos que estão em destaque na música.
A escolha segue uma lógica adotada pelo Rock in Rio desde sua origem: reunir no palco artistas que representam o momento da música, independentemente do gênero. O festival já teve apresentações de Queen em 1985, Prince em 1991 e Beyoncé em 2013, entre outros nomes de grande porte.
O k-pop também atende à busca por um público disposto a viajar e gastar para acompanhar seus artistas preferidos. Stray Kids e Hwasa têm videoclipes recentes com mais visualizações do que o último lançamento de Taylor Swift, em uma comparação apresentada para dimensionar o alcance dos artistas sul-coreanos.
A presença do gênero ainda amplia as opções do festival para representar o pop internacional. Grandes artistas estadunidenses têm demonstrado menos interesse em tocar em festivais, enquanto o k-pop aparece em programações como as do Lollapalooza Chicago e do Coachella.
Estratégia de renovação
O dia dedicado ao k-pop segue uma proposta semelhante à do dia de trap da última edição do Rock in Rio. A ideia é renovar a programação, conquistar novos fãs e, eventualmente, fidelizar esse público.
A estratégia também remete ao dia de pop da terceira edição do festival, em 2001, quando N'Sync, Britney Spears e Sandy & Júnior se apresentaram para um público jovem.
A programação pode não representar um investimento contínuo no k-pop, caso os organizadores avaliem que seja difícil encontrar novos headliners dispostos a participar. Ainda assim, os ingressos esgotados indicam que a iniciativa teve adesão do público.








