“Da magia à sedução: feitiço de amor” retoma Sally e Gillian Owens, interpretadas por Sandra Bullock e Nicole Kidman, em uma continuação lançada 25 anos depois do filme de 1998. A produção mantém parte do elenco original, mas apresenta poucas novidades e não recupera o mesmo encanto da primeira história.
A trama acompanha Sally, que abandonou a magia após ficar viúva novamente e passou a cuidar das filhas, Kylie e Antonia. Quando Kylie descobre que as mulheres da família carregam uma maldição ligada ao amor, ela viaja para a Inglaterra, onde o problema teve origem. Sally decide segui-la com Gillian, e a jornada coloca novamente à prova a relação entre as irmãs.
Carisma no centro da história
O longa tenta transferir o protagonismo para as filhas de Sally, seguindo o modelo de produções que retomam franquias antigas com personagens mais jovens. No entanto, os momentos mais interessantes continuam concentrados em Bullock e Kidman. O roteiro, assinado por Akiva Goldsman, Georgia Pritchett e Kelly Marcel, repete elementos do filme anterior e não cria situações especialmente envolventes.
A direção de Suzanne Bier mantém o tom leve até nas cenas dramáticas. O resultado pode funcionar como passatempo, mas reduz a tensão e o impacto da ameaça enfrentada pelas protagonistas. Os efeitos visuais, principalmente na parte final, também não produzem cenas marcantes.
Bullock conserva o carisma e demonstra segurança ao voltar ao papel de Sally. Kidman preserva o lado divertido de Gillian e acrescenta uma preocupação maior com as sobrinhas. A química entre as duas continua sendo o principal atrativo da produção.
Elenco secundário subaproveitado
Joey King interpreta Kylie sem comprometer, mas a personagem é prejudicada pelo roteiro. Maisie Williams perde espaço depois da metade do filme, enquanto Dianne Wiest e Stockard Channing aparecem menos do que poderiam. As duas, porém, participam de cenas que podem agradar espectadores nostálgicos.
Xolo Maridueña interpreta Gideon, que se interessa por Kylie, e Lee Pace vive um professor que ajuda as irmãs durante a passagem pela Inglaterra. Os personagens masculinos têm funções principalmente de apoio às protagonistas.
“Da magia à sedução: feitiço de amor” pode agradar ao público romântico e nostálgico que procura uma sessão descontraída. Ainda assim, a sequência entrega um entretenimento apenas mediano e deixa a sensação de que poderia ter aproveitado melhor o retorno das irmãs Owens.







