A família Owens volta ao cinema com Sally e Gillian diante de uma nova ameaça: Kilye, filha de Sally, revela seus poderes depois que o namorado, Gideon, sofre um acidente. A sequência de “Da Magia à Sedução” mantém Sandra Bullock, Nicole Kidman, Dianne Wiest e Stockard Channing nos papéis centrais, sob direção de Susanne Bier.
A trama acompanha a tentativa de impedir que a maldição familiar se cumpra. As mulheres dos Owens recebem poderes mágicos, mas, quando se apaixonam por um homem e são correspondidas, o parceiro morre de forma trágica. Sally, duas vezes viúva, havia escondido essa herança das filhas, que estão na universidade, e não pretendia voltar a se envolver romanticamente.
Uma busca pela origem da magia
Depois da declaração de Kilye a Gideon, a jovem viaja até a cidade das ancestrais, na Inglaterra, para tentar romper a maldição e preservar o relacionamento. Sally e Gillian a seguem e procuram Ian Wright, um professor tatuado que conhece magia sombria. Os personagens são interpretados por Joey King, Xolo Maridueña e Lee Pace.
A história retoma elementos da saga criada por Alice Hoffman em uma série de livros. Também recupera a relação entre as irmãs: Sally busca estabilidade, enquanto Gillian se aproxima de situações mais arriscadas. Na nova geração, Joey King e Maisie Williams constroem personagens próprios, mas preservam traços associados às protagonistas originais.
O reencontro do elenco é um dos principais atrativos. O filme anterior chegou aos cinemas em 1998 e teve recepção fria, especialmente entre críticos. Em entrevista, Bullock afirmou que a produção estava à frente de seu tempo.
A continuação encontra seus melhores momentos nas cenas da casa da família, cercada por ingredientes para poções, objetos decorativos e conforto. A tradição de beber margaritas à meia-noite também cria momentos de descontração.
Há, porém, piadas dispensáveis, diálogos repetitivos e espaço excessivo para situações como o transporte de malas grandes pelas escadas de prédios ingleses. As personagens de Wiest e Channing têm presença marcante, mas poderiam ser mais aproveitadas.
“Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor” não chega a ser uma obra-prima, mas diverte e emociona. O resultado ganha força quando o público o compara ao filme de 1998 e observa as mudanças no elenco ao longo do tempo.







