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Urias vê resistência na política e revisita mudanças trazidas por “Carranca”

Cantora relaciona o álbum à espiritualidade, à ancestralidade e à defesa de direitos de pessoas trans e grupos LGBTQIA+.

Urias vê resistência na política e revisita mudanças trazidas por “Carranca”
Foto: Mateus Aguiar/Divulgação

Urias afirma que o cenário político exige organização e disposição para enfrentar o desânimo. Ao comentar a presença de discursos contra pessoas trans e outros grupos LGBTQIA+, a cantora diz estar “completamente assustada”. Para ela, a política não deve ser reduzida a uma disputa entre “meu time contra o seu”, porque decisões eleitorais podem afetar direitos já conquistados.

A artista também cita a reeleição de Erika Hilton como símbolo de resistência e defende que a esquerda use uma comunicação mais direta para alcançar pessoas que não se identificam com o campo progressista. “É tempo de lutar, não de desanimar”, afirma.

A declaração ocorre no aniversário de um ano de “Carranca”, terceiro álbum de estúdio de Urias. O marco será celebrado com um show nesta sexta, na Audio, em São Paulo, com abertura de Mya Akoma e participação da DJ Licciss. A apresentação é realizada pelo Toca Sessions.

O disco representa uma mudança na forma como a cantora aborda sua trajetória. Durante a criação, ela decidiu incluir temas como religião, espiritualidade, negritude e ancestralidade. Urias diz que a espiritualidade, antes mantida de forma reservada, passou a ser compartilhada com o público conforme amadureceu.

A obra também retoma ritmos do passado e os transporta para o presente. A faixa “Voz do Brasil” recupera o nome e uma sonoridade associada ao programa radiofônico estatal. A simbologia do álbum inclui ainda a presença de uma faixa presidencial e de uma bandeira brasileira em cena.

A recepção de “Carranca” levou a uma indicação ao Grammy Latino de melhor álbum de rock ou de música alternativa em língua portuguesa. Urias afirma que o público não apenas acompanhou o trabalho, mas também demonstrou curiosidade pelas referências presentes nas músicas.

Nascida em Uberlândia, no interior de Minas Gerais, a cantora estudou em duas escolas ao mesmo tempo e fez dança, teatro, canto, piano e inglês. Depois, cursou relações internacionais e tradução, trabalhou como modelo e DJ e integrou a equipe de Pabllo Vittar, sua amiga de faculdade.

Antes de construir a carreira autoral, Urias fez covers e trabalhou em uma loja de departamento. Após se cansar da rotina 6x1, decidiu tentar viver de música. Os primeiros shows e o lançamento de “Diaba”, em 2019, deram forma a essa mudança.

Em “Fúria”, seu primeiro álbum, o corpo físico e o corpo político ocupam o centro. Já em “Her Mind”, seu segundo disco, a cantora deslocou o foco para temas ligados à mente. Em “Carranca”, a busca por uma sonoridade inédita se combina ao interesse por ritmos brasileiros de outras épocas.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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