O BTG concluiu os trâmites para assumir a gestão do Nubank Parque e se tornou sócio majoritário da operação após firmar um pré-contrato com a WTorre. A construtora continuará com participação na sociedade e será consultada, mas caberá ao banco decidir os próximos passos da arena.
Para o Palmeiras, permanecem válidos os termos da escritura de superfície para exploração comercial do estádio. O documento tem validade até 2044 e preserva os percentuais sobre receitas e os gatilhos de aumento previstos ao longo dos anos.
O clube ainda não tem contato direto com o BTG. A expectativa é que as pessoas atualmente envolvidas na operação entre WTorre e Palmeiras continuem nos cargos. Marcelo Frazão, CEO do Nubank Parque, permanece na função por enquanto.
Eventos e análise do acordo
Os contratos de shows já marcados e com produtoras seguem válidos. A partir de agora, o BTG ficará responsável pelo calendário e por eventuais ajustes em novas contratações. O acordo entre o banco e a WTorre está sob análise do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).
A relação entre BTG e o estádio do Palmeiras começou em 2024, quando a instituição financeira adquiriu dívidas da WTorre com o Banco do Brasil, incluindo o financiamento para a construção do Nubank Parque. As partes passaram a discutir desde então a possibilidade de transferência da operação, agora concretizada.
Mudança no nome e percentuais
Neste ano, o estádio deixou de usar o nome Allianz após 12 anos e passou a adotar Nubank. O acordo é estimado em 10 milhões de dólares (R$ 51,4 milhões) por ano.
Na exploração comercial, os percentuais previstos são de 20% até 5 anos da abertura; 25% de 5 anos até 10 anos; 30% de 10 anos até 15 anos; 35% de 15 anos até 20 anos; 40% de 20 anos até 25 anos; e 45% de 25 anos até 30 anos.
Para receitas de locação de cadeiras, camarotes e naming rights com a Allianz, os percentuais são de 5%, 10%, 15%, 20%, 25% e 30%, nas mesmas faixas de tempo.








