MIAMI — Camila Gómez, ex-líbero do Sesc-Flamengo e do Esporte Clube Pinheiros, está em treinamento no Exército dos Estados Unidos enquanto trabalha como bombeira em Miami. A colombiana, de 31 anos, vive no país há 10 anos e atuou na Superliga Feminina de Vôlei do Brasil na temporada 2020/2021.
No início de setembro, Gómez ingressou no Exército. Em uma base de Miami, tem acesso ao celular por três horas por semana e passa a maior parte do tempo sem comunicação, ao lado de cerca de 400 futuros soldados. O treinamento inclui simulações de situações de guerra, sobrevivência no mato, sono no chão e atividades com pouca estrutura.
Ela está há mais de 12 semanas nessa rotina e ainda deve permanecer por outras cinco. A atleta afirmou que a parte física não foi difícil por causa da experiência esportiva, mas classificou o treinamento como pesado psicologicamente. Também disse que está há semanas sem tomar café.
Gómez concluiu a formação de soldado e agora faz o treinamento básico para atuar como piloto do Exército. Ela aprende a dirigir carros e tanques militares e já realizou disparos em um simulador de veículo de guerra.
Em 2025, a colombiana se formou bombeira e entrou para o Corpo de Bombeiros da Flórida. Atualmente, trabalha na corporação e pretende se tornar paramédica. Ela disse ter encontrado na profissão uma combinação entre atividade física, ajuda a outras pessoas e interesse pela medicina.
Vôlei e saudade do Brasil
A ex-jogadora afirma que será difícil conciliar as três áreas e considera deixar alguma das profissões. Ainda assim, pretende tentar disputar uma vaga na seleção colombiana e mantém o desejo de participar dos Jogos Olímpicos. Gómez disputou pela última vez uma partida pela seleção na Copa Pan-Americana de 2024.
Ela também administra uma academia de líbero para meninas de 11 a 14 anos. A jogadora diz estar satisfeita com a trajetória construída no esporte, embora não tenha disputado uma Olimpíada.
Gómez atuou pelo Sesc-Flamengo na temporada 2020/2021, quando substituiu Natinha, e mantém amizade com brasileiras como Amandinha (Campos) e Juciely. Ela afirmou sentir saudade do período no Rio de Janeiro, especialmente da comida brasileira. Bernardinho comentou uma foto dela com o uniforme do Exército, e jogadoras de São Paulo enviaram mensagens.








