O orçamento de 2026 previa que o Corinthians arrecadaria R$ 151 milhões com direitos federativos e verbas do mecanismo de solidariedade da Fifa. Até junho, porém, o clube registrou R$ 2,978 milhões nessas receitas.
O resultado contribuiu para o déficit acumulado de R$ 246 milhões no primeiro semestre. A situação financeira se agravou após o clube não atingir a meta estabelecida para a última janela de transferências: 25 milhões de euros líquidos, cerca de R$ 148 milhões.
A diretoria havia projetado inicialmente arrecadar 12,5 milhões de euros, equivalentes a R$ 75 milhões, até março. Como não realizou vendas na primeira janela, sob a justificativa de priorizar o desempenho esportivo, passou a calcular que precisaria obter 25 milhões de euros líquidos no meio do ano.
Negociações que não avançaram
O Nottingham Forest, da Inglaterra, ofereceu 12 milhões de euros, ou R$ 72 milhões, por André. O Corinthians pretendia receber 15 milhões de libras, cerca de R$ 105 milhões, além de 6 milhões de libras, equivalentes a R$ 40 milhões, em bônus. Diante dessas condições, o clube inglês não apresentou uma nova proposta.
Por Breno Bidon, o Besiktas, da Turquia, sinalizou com 18 milhões de euros, cerca de R$ 107 milhões. O valor seria dividido entre 12 milhões de euros à vista e 6 milhões de euros parcelados. A oferta não foi formalizada até o dia anterior ao fechamento da janela turca, e o empresário do jogador encerrou as tratativas.
Dirigentes comemoraram internamente a permanência do elenco. O Corinthians não poderia contratar reforços por causa dos três transfer bans em vigor, mas reconheceu o impacto financeiro do descumprimento da meta orçamentária.








