A Justiça manteve a condenação do Corinthians a pagar cerca de R$ 3,5 milhões a Daniel Marcos, ex-lateral que encerrou a carreira aos 23 anos após uma lesão no joelho direito. A decisão foi tomada em 2ª instância pela 14ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2).
O clube recorreu da sentença de 1ª instância, proferida em maio. No julgamento, conseguiu retirar apenas a indenização referente ao seguro obrigatório de acidente de trabalho, após comprovar que havia contratado a cobertura para o jogador. A exclusão reduziu R$ 204 mil do valor inicialmente estimado em R$ 3 milhões, mas a incidência de juros levou novamente a condenação ao patamar de R$ 3,5 milhões.
Os demais pontos foram mantidos. Para os desembargadores, a contusão sofrida durante uma partida contra o Grêmio, pelo sub-20, em dezembro de 2020, configura acidente de trabalho. Daniel teve lesões no ligamento cruzado anterior (LCA) e no menisco.
A sentença estabeleceu R$ 2.286.764,4 por danos materiais, em parcela única, e R$ 200 mil por danos morais. O valor total ainda tem correção monetária. O relator Homero Batista Mateus da Silva afirmou que a lesão ocorreu durante uma partida de futebol disputada pelo Corinthians, e não em uma situação cotidiana. O relatório foi aprovado por unanimidade.
Duas semanas após a lesão, Daniel passou por cirurgia. Por ter direito à estabilidade, assinou um novo contrato com o clube, válido até dezembro de 2024, com salário de R$ 17 mil. Em maio de 2023, foi emprestado ao Ferroviário, que o devolveu 30 dias depois por considerar que ele não tinha condições físicas para atuar. Em junho daquele ano, passou por uma terceira cirurgia.
Em março de 2024, o Corinthians rescindiu o contrato e pagou R$ 131 mil em verbas rescisórias. Daniel depois acertou com o Resende, do Rio de Janeiro, mas não conseguiu jogar. No começo deste ano, anunciou a aposentadoria.








