O Atlético-MG eliminou o Santos na Sul-Americana após empate por 4 a 4 no agregado. Cuello marcou aos 47 minutos do segundo tempo e levou o confronto para os pênaltis. Na disputa, Gabriel Delfim defendeu três cobranças do adversário e garantiu a classificação atleticana.
A atuação reforçou o protagonismo de Cuello na temporada. O atacante argentino soma nove gols em 2026, número que o coloca ao lado de Reinier na artilharia do ano, além de nove assistências. Ele é considerado peça fundamental da equipe comandada por Eduardo Domínguez.
Um ano depois da lesão
A partida teve um significado especial para o jogador porque ocorreu no dia 17 de setembro, data associada à lesão sofrida um ano antes. No jogo contra o Bolívar, pela ida das quartas de final da Sul-Americana, Cuello fraturou a fíbula e rompeu ligamentos do tornozelo esquerdo.
O problema físico o tirou da grande final, na qual o Atlético foi vice, e manteve o atacante afastado dos gramados até o dia 1º de dezembro. Após a classificação, ele afirmou: “É um dia especial porque dia 17 faz um ano da minha lesão”.
Em publicação nas redes sociais, Cuello descreveu o período de recuperação como uma fase de dor, incertezas e esforço para manter a confiança. O atacante também disse que precisou respeitar o processo e ter paciência durante o tratamento.
Proposta do futebol russo
O desempenho pelo Atlético despertou o interesse do CSKA, da Rússia, nesta janela de transferências do meio do ano. O clube ofereceu 10 milhões de euros, além de metas esportivas, para contratar o argentino.
O Atlético decidiu manter o jogador. Cuello reconheceu que a proposta mexeu com ele, principalmente por causa do futuro da família, mas disse que voltou a concentrar-se totalmente no clube depois que as negociações não avançaram. “Estou feliz de estar aqui, estou muito grato e espero continuar ajudando a equipe”, declarou.








