ROMA — Uma conferência em memória do padre Gabriele Amorth destacou aspectos menos conhecidos de sua trajetória, como a humanidade, a espiritualidade e a capacidade de comunicar a fé. O evento foi realizado em 16 de setembro, na Basílica de Santa Maria Rainha dos Apóstolos, em Roma.
A conferência, intitulada “Padre Gabriele Amorth: O Legado Vivo para a Igreja e Nosso Tempo”, marcou o 10º aniversário da morte do sacerdote, que morreu em Roma em 16 de setembro de 2016. A organização ficou a cargo da Sociedade de São Paulo, da Associação Internacional de Exorcistas e da revista católica italiana Famiglia Cristiana.
Participaram dos debates os padres Francesco Bamonte, vice-presidente da Associação Internacional de Exorcistas; Marcello Lanza, exorcista da Diocese de Acerra e estudioso da vida de Amorth; Aldo Buonaiuto, exorcista e coordenador do serviço anti-seitas da Comunidade Papa João XXIII; e Stefano Stimamiglio, diretor da Famiglia Cristiana. Annachiara Valle, correspondente do Vaticano da Famiglia Cristiana, moderou a discussão.
Bamonte lembrou que o cardeal Ugo Poletti nomeou Amorth exorcista da Diocese de Roma em 1985. O sacerdote paulino havia sido formado pelo padre Candido Amantini, sacerdote passionista e exorcista da Scala Santa de Roma. Em 1994, Amorth fundou a Associação Internacional de Exorcistas e permaneceu na presidência até 2000.
Os participantes também ressaltaram a importância que Amorth dava à formação. Ele defendia critérios teológicos firmes e a proteção de pessoas em situação de sofrimento e vulnerabilidade contra a exploração por práticas ocultas. Para Bamonte, o exorcismo era um “ato de caridade”.
Lanza abordou a relação entre teologia, misticismo e discernimento espiritual. Buonaiuto comparou Amorth ao padre Oreste Benzi e afirmou que os dois tratavam diretamente do sofrimento dos outros, pois “certamente não conheciam a diplomacia”.
Stimamiglio destacou a linguagem simples de Amorth. O sacerdote defendia uma comunicação clara, próxima da verdade e orientada para a verdade do Evangelho e de Cristo, sob inspiração do beato Tiago Alberione, fundador da Sociedade de São Paulo.








