Formiga defendeu que a Copa do Mundo Feminina de 2027 seja usada para fortalecer projetos de futebol feminino em comunidades de todo o Brasil. A diretora de políticas do futebol feminino do Ministério do Esporte participou do Women’s International Football Summit (WIFS), encontro dedicado à discussão da modalidade.
A ex-jogadora citou um projeto social apresentado no evento que atua há 36 anos exclusivamente com mulheres, mas ainda não recebeu apoio suficiente para continuar. Para Formiga, iniciativas desse tipo podem contribuir para revelar novos talentos e precisam fazer parte do legado do torneio.
A diretora afirmou que o futebol feminino não deve se afastar das comunidades que oferecem oportunidades para meninas. Ela também defendeu que o impacto da competição alcance estados que não receberão partidas e regiões além das sedes.
A edição de 2027 terá três sedes no Nordeste: Recife, Fortaleza e Salvador. Formiga mencionou a possibilidade de levar grandes seleções a locais como Sergipe, mesmo sem jogos da Seleção Brasileira, para estimular o interesse pelo futebol feminino.
Ela também destacou o trabalho realizado no Bahia, que disputa a semifinal do Brasileirão. Na avaliação da ex-jogadora, a estrutura do clube pode servir de referência para outras equipes, inclusive as que não estão na Série A. O Mundial, segundo ela, pode dar um impulso para que esses clubes iniciem ou ampliem seus trabalhos na modalidade.
Formiga ocupa desde janeiro o cargo no Ministério do Esporte, sua primeira função em âmbito federal. A diretoria é responsável por políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do futebol feminino e pelo aumento do número de atletas.
Para a ex-jogadora, o torneio pode acelerar esse processo. A Copa contará com 32 seleções, como na edição de 2023, e começará em 24 de junho, com a final marcada para 25 de julho. Como anfitrião, o Brasil será cabeça de chave do Grupo A.








