O ex-técnico do Botafogo Franclim Carvalho afirmou que o clube avançou no trabalho das categorias de base após a chegada da SAF, mas ainda enfrenta uma grande distância entre o sub-20 e a equipe profissional.
Segundo o treinador, a categoria tinha 33 ou 34 jogadores e disputava uma programação intensa, com possibilidade de fazer 45 ou 50 partidas em uma temporada. Para ele, esse volume não elimina o “gap” até o time principal.
Franclim disse ter acompanhado momentos distintos do clube e apontou mudanças entre 2024 e 2026. Na avaliação dele, o Botafogo praticamente não tinha formação cinco anos antes, enquanto o trabalho melhorou desde a entrada da SAF.
Ajustes no elenco
A passagem pelo time profissional também exigiu adaptações. Franclim assumiu a equipe com o mercado de transferências fechado e sem um jogador com as características que buscava para atuar pelos lados do campo.
A comissão procurou alternativas no elenco disponível e nas categorias de base. Para que Matheus Martins jogasse mais aberto, um atleta do sub-20 foi incorporado ao grupo principal.
O treinador contou que tentou aplicar o sistema 4-4-2, mas precisou fazer ajustes conforme as características dos jogadores. Ele afirmou que chegou a um elenco que não havia sido montado por sua equipe.
“Sou muito teimoso”, disse Franclim ao explicar que mantém suas ideias independentemente das condições de jogo. Na mesma declaração, mencionou partidas em gramado sintético ou natural, disputadas às 11h no Brasil, além de compromissos com chuva e frio em Porto Alegre e Caxias do Sul.
Para o ex-técnico, o país reúne condições muito diferentes dentro de seu território, o que exige elasticidade na aplicação do modelo de jogo sem abandonar a proposta inicial.







