CAMPINAS — A Ponte Preta venceu o CRB por 1 a 0 neste domingo, pela 29ª rodada da Série B do Brasileiro, em um gramado com diversos pontos tomados por tiriricas no Estádio Moisés Lucarelli. O resultado encerrou um jejum de 22 jogos sem vitória, o maior da história da divisão.
A falta de recursos para a manutenção é apontada como motivo para a condição do campo. Após a partida, o técnico Gilson Kleina afirmou que profissionais devem começar os reparos nesta semana e também mencionou o centro de treinamento.
“Acho que essa semana os profissionais já vão ter condições de mexer nesse gramado”, disse Kleina. O técnico afirmou ainda que, no próximo jogo, o estádio terá um campo melhor.
Crise financeira e administrativa
O estado do gramado ocorre em meio à crise financeira e administrativa da Ponte Preta. Jogadores, profissionais do futebol e funcionários enfrentam atrasos salariais recorrentes desde 2025.
Em agosto, os jogadores paralisaram as atividades durante uma semana e disseram que alguns estavam havia cerca de seis meses sem receber. Em casos específicos de atletas e profissionais do departamento de futebol, os atrasos se aproximam de um ano.
A diretoria pagou recentemente um dos meses em aberto a jogadores da base integrados ao elenco profissional e parte de um mês a outros atletas. A maioria, porém, não recebeu. O clube também quitou um mês devido a funcionários, mas ainda mantém pendências com eles.
No último sábado, associados rejeitaram a criação da SAF em Assembleia Geral Extraordinária. A oposição impediu que a proposta alcançasse dois terços dos presentes, exigência prevista no estatuto.
Na Série B, a Ponte Preta ocupa a lanterna e está virtualmente rebaixada para a Série C de 2027. Com a vitória sobre o CRB, chegou aos 13 pontos, 19 atrás do Botafogo-SP, primeiro time fora da zona de rebaixamento. Ainda restam 27 pontos em disputa.








