São Paulo, Domingo, 20 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,16 · Euro R$ 5,91 · Ibovespa 185.229 +0,00% São Paulo 18°C 18° / 24°
Brasil

Augusto Cury propõe lista tríplice para comandar a Polícia Federal

Candidato do Avante afirma que modelo daria mais autonomia à corporação e reduziria interferências do governo na escolha do diretor-geral.

Augusto Cury defende lista tríplice para escolha do diretor-geral da Polícia Federal
Foto: Alexandre Brum/Enquadrar/Estadão Conteúdo

O escritor Augusto Cury, candidato à Presidência da República pelo Avante, defendeu nesta quarta-feira (9) a adoção de uma lista tríplice para escolher o diretor-geral da Polícia Federal (PF). A proposta foi apresentada durante uma entrevista coletiva, em meio à crise envolvendo o afastamento e a recondução de Andrei Rodrigues ao cargo.

Cury afirmou que os próprios delegados federais deveriam escolher três nomes, cabendo ao presidente da República indicar um deles. Para o candidato, a medida aumentaria a autonomia da corporação em relação ao governo de turno.

"A Polícia Federal é uma polícia de Estado, não é política de governo, não é política de partido", disse Cury.

Atualmente, o diretor-geral da PF é escolhido diretamente pelo presidente, sem exigência de lista tríplice ou aprovação do Congresso. O indicado precisa ser delegado de classe especial, último nível da carreira, e a nomeação é formalizada por decreto presidencial.

Andrei Rodrigues foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no início do terceiro mandato e assumiu o comando da corporação em janeiro de 2023. Antes, havia sido responsável pela segurança de Lula durante a campanha eleitoral de 2022 e ocupava cargos de direção na própria PF.

A declaração ocorreu durante o acirramento de uma crise institucional no Supremo Tribunal Federal (STF), após a revelação de mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.

O ministro André Mendonça havia afastado o diretor-geral da PF por supostas irregularidades na produção de um relatório de inteligência usado por Moraes para pedir uma investigação contra Mendonça. A apuração envolvia suspeita de conduta imprópria na condução dos inquéritos do Banco Master e do INSS.

Nesta quarta-feira, o ministro Flávio Dino reverteu a decisão. Ele argumentou que a troca repentina no comando da PF, incluindo a saída de Leandro Almada da diretoria de inteligência, poderia comprometer investigações sensíveis e provocar instabilidade administrativa.

Cury não comentou diretamente a decisão de Dino, mas disse estar triste com os episódios envolvendo o STF. Também defendeu maior prestação de contas de autoridades públicas e afirmou que a crise tem desgastado a imagem da Corte perante a sociedade.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5