Saleh Abu Al-Shamat, jogador do Al-Ahli, condenou os gritos de torcedores do Al-Taawoun dirigidos a Rúben Neves durante a partida contra o Al-Hilal. Em uma rede social, ele afirmou que a atitude não representa os valores do Islã e criticou ataques a familiares e pessoas mortas.
"Nunca devemos atacar as famílias das pessoas ou os mortos", escreveu o jogador. Para Abu Al-Shamat, a rivalidade entre clubes não justifica esse tipo de provocação. Ele classificou o episódio como inaceitável e disse ser seu dever alertar sobre o caso como muçulmano.
Os torcedores repetiram “Jota! Jota!” durante uma paralisação do jogo. Os gritos faziam referência a Diogo Jota, ex-atacante da seleção portuguesa e do Liverpool, que morreu em um acidente de carro no ano passado. Jota e Rúben Neves eram muito amigos.
Ao ouvir a provocação, o meio-campista do Al-Hilal apontou para o céu e reprovou o comportamento nas arquibancadas. Depois da partida, ele comentou o assunto rapidamente na zona mista: “Só espero que depois não vão rezar por causa do que fizeram”.
A manifestação ocorreu após o Al-Hilal vencer o Al-Taawoun por 6 a 0, fora de casa, pelo Campeonato Saudita. Gabriel Martinelli marcou três gols na partida. A imprensa saudita também condenou os gritos, e outros jogadores se disseram revoltados com o episódio.








