SÃO PAULO — Augusto Cury (Avante) aparece com 10% das intenções de voto para a Presidência da República, segundo pesquisa PoderData divulgada na quinta-feira (10). Renan Santos (Missão) tem 3%, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) registra 2% e Romeu Zema (Novo), 1%.
O resultado amplia a distância entre os ex-governadores de Goiás e Minas Gerais e os candidatos que ganharam espaço nas sondagens. Na pesquisa anterior, de 3 de setembro, Cury havia sido o primeiro candidato, além de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), a ultrapassar dois dígitos em um levantamento para as eleições de 2026. Em 27 de agosto, ele tinha 4%.
Novidade e voto de protesto
O analista político Deividi Lira atribui o crescimento de Cury ao desgaste da polarização entre Lula e Bolsonaro, à abordagem de temas como saúde mental e à audiência construída pelo escritor como autor e palestrante. Para Lira, os debates na televisão também ajudaram o público a relacionar a imagem conhecida de Cury ao candidato.
“Augusto Cury é percebido como uma novidade política”, afirma o analista. Na avaliação dele, Caiado e Zema têm experiência de gestão pública, mas não conseguiram transformar esse histórico em uma narrativa nacional.
Felipe Alves, sócio da consultoria Idealis Comunicação, relaciona o desempenho de Renan Santos ao discurso antissistema e ao voto de protesto. “Renan se posiciona contra tudo e contra todos, como “o justiceiro””, diz. Alves também cita a visibilidade obtida por candidatos com discursos ousados no ambiente digital.
O especialista afirma que o voto consciente e o voto útil podem concentrar parte desse eleitorado em torno do líder da disputa no fim da campanha. Ele também associa a fragmentação à independência de partidos nas coligações nacionais, que levaria os estados a priorizar alianças com maior potencial para as chapas de deputado federal.
Metodologia
A pesquisa PoderData de 10/9/2026 ouviu 3.000 pessoas de 6 a 9 de setembro de 2026. O levantamento teve nível de confiança de 95%, margem de erro de 1,8 pontos percentuais para mais ou para menos e registro no TSE nº BR-04914/2026.
A sondagem de 3/9/2026 ouviu 3.000 pessoas de 30 de agosto a 2 de setembro de 2026, com nível de confiança de 95%, margem de erro de 1,8 pontos percentuais e registro no TSE nº BR-07561/2026. A pesquisa de 27/8/2026 ouviu 2.400 pessoas de 23 a 26 de agosto de 2026, com margem de erro de 2 pontos percentuais, nível de confiança de 95% e registro no TSE nº BR-04974/2026. Os três levantamentos foram contratados pelo próprio instituto.








