Júnior Santos vive um jejum de gols que se aproxima de seis meses no Botafogo. O atacante não marca desde 15 de abril, quando balançou as redes na vitória por 3 a 2 sobre o Racing. No início daquele mês, também havia feito gol contra o Mirassol.
O clássico contra o Vasco, nesta quarta-feira, foi a 15ª partida consecutiva do jogador sem marcar. Ele entrou no segundo tempo, atuou por 33 minutos e terminou o jogo com duas finalizações, nenhuma delas no gol.
Espaço no time
Desde a Copa do Mundo, Júnior Santos participou de nove partidas do Botafogo, mas começou apenas duas como titular. Nas duas ocasiões, não completou os 90 minutos e foi substituído na etapa final. Em 2026, vem sendo utilizado principalmente pela ponta-direita.
O atacante se destacou em 2024 com velocidade, porte físico e capacidade para atuar pela ponta-direita, como segundo atacante ou como referência do ataque. Com Franclim Carvalho e Rodrigo Bellão, porém, o Botafogo adotou um estilo que dificultou suas corridas pela lateral. Arthur Cabral era a referência ofensiva, e a equipe não priorizava lançamentos.
A chegada de Ziyech aumentou a concorrência na posição. O marroquino tem características diferentes das de Júnior Santos: atua na armação, aposta no drible em espaços curtos e se destaca tecnicamente. Com isso, o camisa 7 aparece como alternativa de velocidade e imposição física para o segundo tempo.
Villalba é outra opção pela velocidade. Em 27 jogos pelo Botafogo, o uruguaio marcou um gol e deu duas assistências. Júnior Santos também pode atuar como segundo atacante, ao lado de Arthur Cabral, ou formar novamente dupla com Tiquinho Soares.
O Botafogo perdeu o clássico por 2 a 1 e ocupa a 13ª posição do Brasileirão, com 35 pontos. Na próxima rodada, enfrenta o Coritiba fora de casa, às 16h de segunda-feira.








