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Pedido de Massis encerra representação contra dirigente no São Paulo

Comissão de Ética ainda precisa decidir os próximos passos do processo envolvendo Olten Ayres e suposta falsidade ideológica.

Pedido de Massis encerra representação contra dirigente no São Paulo

Harry Massis pediu o encerramento da representação contra Olten Ayres por suposta falsidade ideológica. O caso está em análise na Comissão de Ética do São Paulo, que deverá avaliar a solicitação e definir o destino do procedimento interno.

A denúncia trata de um parecer apresentado como manifestação do Conselho Consultivo sobre uma reforma estatutária proposta por Julio Casares. A Comissão de Ética ouviu integrantes do órgão e concluiu que não houve reunião nem debate para discutir o tema.

Um dos signatários, Ives Gandra, declarou que o documento refletia conversas isoladas com alguns conselheiros. A apuração interna também indicou que o parecer teria sido redigido por um advogado do clube. Em um e-mail citado pela comissão, Ives Granda da Silva Martins afirmou que o relatório representava “apenas conversas isoladas com alguns conselheiros”.

Tramitação da reforma

Em 17 de dezembro de 2025, Julio Casares encaminhou ao Conselho Deliberativo uma proposta de reforma estatutária. O texto previa o fim do quórum qualificado para aprovar a criação de uma SAF no São Paulo e a separação entre o futebol e o clube social.

No mesmo dia, Olten Ayres encaminhou a proposta ao Conselho Consultivo. O órgão emitiu um relatório favorável às mudanças, que depois foi enviado à Comissão Legislativa. Em 6 de abril, a comissão elaborou um parecer contrário à reforma, encaminhado ao Conselho Deliberativo no dia 8.

A Comissão de Ética afirmou que o documento usado para respaldar a proposta e levá-la à Comissão Legislativa não correspondia ao que havia sido discutido pelos conselheiros. O processo poderia resultar em punição mais ampla, incluindo a expulsão de Olten Ayres do quadro associativo.

Outros desdobramentos

Olten Ayres chegou a ser indiciado pela Polícia Civil por falsidade ideológica. O Ministério Público arquivou o inquérito por entender que não houve tipicidade penal na conduta investigada. Para o MP, o documento não tinha potencial para produzir efeitos jurídicos relevantes.

O dirigente também se afastou temporariamente do cargo para preparar a defesa. Em junho, os conselheiros rejeitaram seu afastamento por 120 dias, mas a representação continuou em análise.

Nesta semana, Olten Ayres destituiu José Edgard Galvão e Fabio Cezar de Souza Azambuja de seus cargos na Comissão de Ética. O dirigente nega que as decisões tenham relação com possíveis votos contrários a ele em processos envolvendo a presidência do Conselho.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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