RIO DE JANEIRO — Paulo Sérgio Scudiere Angioni morreu aos 80 anos, na madrugada de sábado, no Rio de Janeiro. Executivo de futebol, ele tratava um câncer no pâncreas desde o início de setembro e trabalhava por último no Fluminense, clube pelo qual torcia desde a infância.
O Fluminense informou que o velório será neste domingo (13/09), no Salão Nobre do Fluminense Football Club, em Laranjeiras, das 9h ao meio-dia. O sepultamento está marcado para as 13h, no Cemitério do Catumbi.
Trajetória e títulos
Angioni começou a carreira no início dos anos 1980, no Vasco, depois de deixar o clube Municipal, na Tijuca. Ele permaneceu no clube por 14 anos e também trabalhou em Flamengo, Palmeiras, Corinthians, Bahia, Olaria e Fluminense, além da CBF.
O dirigente foi supervisor da Seleção Brasileira em 1989 e 1990 e passou pelo Fluminense pela primeira vez em 2000. A partir de 2018, em sua quarta passagem pelo clube, voltou a comandar o departamento de futebol.
Em nota, o Fluminense afirmou que Angioni foi pioneiro na função de diretor executivo no Brasil. O clube relacionou sua atuação às conquistas da Taça Rio de 2020, da Taça Guanabara de 2022, 2023 e 2026, do Campeonato Carioca de 2022 e 2023, da Conmebol Libertadores e da Recopa. A Libertadores de 2023 foi apontada como um dos momentos mais marcantes da carreira.
Psicologia no futebol
Formado em psicologia e administração esportiva, Angioni defendeu a presença de profissionais da área psicológica nos clubes. Em 1989, quando estava no Vasco, ajudou a levar psicólogos ao departamento e depois afirmou que o aumento da pressão sobre os jogadores também exigia psiquiatras.
Em uma declaração sobre sua relação com os atletas, disse: “O jogador é a razão da minha vida no futebol.”
O Fluminense também destacou a contribuição de Angioni para a formação de jovens e sua rede de amizades construída ao longo da carreira.








