MANAUS — A Gaymada levou dez equipes ao campo do Armando Mendes, na Zona Leste de Manaus, para uma competição que combinou partidas de queimada, performances e diferentes formas de expressão. A primeira edição do torneio foi realizada no domingo e também atraiu público às arquibancadas.
A programação começou antes dos jogos, com alongamentos, dança, provocações entre os participantes e uma batalha de leques. Os atletas também se prepararam com maquiagem, uniformes, produção e estilos variados, elementos que fizeram parte da presença das equipes no evento.
Entre os times estava o grupo comandado por Savanna Silva, capitã das Fadas. Depois da preparação e das brincadeiras, a disputa ganhou ritmo. Os participantes precisaram usar os reflexos para escapar dos arremessos e continuar em campo, em partidas com defesas, mergulhos, correria e comemorações a cada eliminação.
Na queimada, os jogadores tentam acertar os adversários e evitar ser atingidos. Quando a bola alcança um participante, ele é eliminado. A modalidade não tem impedimento, escanteio ou VAR e também reuniu atletas experientes durante o torneio.
A arquibancada acompanhou as partidas e participou do clima de descontração. Para o público, a competição também representou uma maneira de ocupar o espaço público por meio do esporte e da convivência.
A proposta da Gaymada foi aproximar esporte e diversidade, além de defender a liberdade para que os participantes ocupem espaços esportivos. O evento também buscou enfrentar o preconceito. Assim, a competição reuniu disputa, provocações e comemorações, mas foi apresentada como uma celebração do direito de todos de entrar em campo.








